Wrap-up: 4º Encontro Nacional pela Justiça Climática

A quarta edição do Encontro Nacional pela Justiça Climática teve lugar de 15 a 17 de março na FCSH – Lisboa- e contou com dezenas de ativistas da linha da frente da justiça climática.

Abrimos na sexta-feira o encontro com Daiara Tukano, ativista do povo tukano,que falou sobre as violações de direitos humanos dos povos indígenas no Brasil, e  Daniela Ferreira, uma das organizadoras da Greve Climática Estudantil em Portugal.

No sábado tivemos seis sessões sobre os seguintes temas: portos e aeroportos; exploração de gás, transição justa; direito do ambiente e enquadramento legislativo; falsas soluções “verdes” e o movimento social Extinction Rebellion (Rebelião de Extinção). As sessões foram dinamizadas por vários coletivos como: SOS Sado; Plataforma Cívica Aeroporto BA6 Montijo Não; Movimento do Centro contra a Exploração de Gás; Empregos para o Clima; Plataforma Algarve Livre de Petróleo; Rebelião de Extinção; Rios Livres e Acréscimo. Um ponto comum entre todos temas é a chamada de atenção para o facto de que nem o direito, nem as instituições do estado, nem as instituições internacionais estarem do lado do ambiente e da justiça climática, bem pelo contrário, são coniventes com destruição ambiental e com as injustiças sociais que daí advêm.

No plenário final, fizemos uma discussão estratégica com ativistas da Greve Climática Estudantil, Rebelião de Extinção, Ende Gelände, Camp-in-Gás (Climáximo) e By 2020 We Rise Up. As e os ativistas pensaram coletivamente sobre como vamos ganhar, e sublinharam três aspectos essenciais: primeiro, temos que identificar o problema estrutural que não se pode resolver sem ação coletiva e sem mudanças estruturais profundas. Mudança do sistema tem que ser central na nossa estratégia. A solução não passa por medidas individuais de pequeno impacto, e que são promovidas pelo discurso pretensamente ecologista do greenwashing e da responsabilização individual, mas sim por mudanças estruturais no sistema económico e na organização política. Estamos a falar de uma revolução social e não de reformas paliativas.

Como tal, isto implica trazermos a narrativa anti-capitalista e da justiça climática para o centro do movimento. E, ao mesmo tempo, devemos prestar atenção às narrativas falsas como é o caso das propostas meramente tecnológicas ou os discursos políticos de reacção momentânea e sem impacto. Em terceiro lugar, é preciso desenvolver uma narrativa comum de resistência, e também coordenar as estratégias das lutas locais para uma escalada de mobilizações, construindo ao mesmo tempo o espírito de solidariedade na cultura do movimento e reforçando a importância do princípio da solidariedade intergeracional para a construção de um novo sistema socioambiental.

Para vencer, temos um plano, representado neste próprio plenário. Lançámos assim o calendário de ação para os próximos tempos:

Marca na tua agenda e junta-te à luta.

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