Camp-in-Gás, acampamento de acção contra gás fóssil e pela justiça climática, começa esta quarta-feira em Bajouca, Leiria

A crise climática está cada vez mais visível nas nossas vidas com ondas de calor extremas na Europa. Estudos mostram que acontece um desastre climático por semana, particularmente afectando os países em desenvolvimento. A ciência climática é clara: para limitar o aquecimento a de 2ºC, não pode haver novas infraestruturas de combustíveis fósseis.

Apesar dos alertas pela comunidade científica, os governos continuam a apostar em novos contratos de combustíveis fósseis, inclusive em Portugal onde ainda há dois contratos de prospecção e exploração de petróleo e gás na Zona Centro, concessionados à empresa Australis Oil & Gas e com dois furos marcados em Bajouca e Aljubarrota.

Estes furos não só ameaçam um planeta habitável para todas e todos, mas também prejudicam os solos, a água e a agricultura na zona, com uma indústria altamente poluente. Ao mesmo tempo, o sector das energias renováveis, que podia gerar muito mais empregos e energia limpa, está em decréscimo.

Contudo, uma nova onda de mobilizações sociais a nível mundial enfrenta e desafia este negacionismo climático dos governos e das empresas. Dezenas de colectivos na Europa comprometeram-se para uma escalada de mobilizações pelo clima, By 2020 We Rise Up, que na península ibérica criou uma aliança de mais de 30 organizações: 2020 Rebelión por el Clima.

Neste âmbito, várias organizações juntaram-se aos Bajouquenses para preparar o primeiro acampamento de acção em Portugal. “O acampamento começa na quarta-feira, dia 17, e já temos mais de 200 pessoas inscritas para acampar. Contando com a população local que já está bastante empenhada na luta, esperamos centenas de participantes.” disse João Costa, um dos organizadores do Camp-in-Gás.

Ana Matos, uma das responsáveis pelo programa, explica que o acampamento visa a capacitação dos activistas através de diversas oficinas, debates e formações. A entrada em todas as sessões é livre e gratuita, e o acampamento é organizado exclusivamente por voluntários.

Os organizadores sublinham que esta iniciativa faz parte do movimento por um Portugal livre de combustíveis fósseis e lembram da vitória da luta contra o furo de petróleo em Aljezur no ano passado. Sinan Eden, um dos organizadores, destaca: “No dia 20, sábado, vamos fazer uma acção de desobediência civil no terreno onde a Australis Oil & Gas quer fazer o furo de gás. A acção será precedida por uma manifestação pública de protesto. Este furo é um atentado ao nosso futuro e nós estamos aqui para defender o planeta e a vida.”

*

Durante o acampamento, vão existir duas media hours que contemplam uma visita guiada para os jornalistas interessados: quinta-feira e sexta-feira (dias 19 e 20 de Julho), às 17h.

***

Mais informações

Camp-in-Gás

www.camp-in-gas.pt

Média: http://camp-in-gas.pt/media/

Organizadores: http://camp-in-gas.pt/introducao/

Programa: http://camp-in-gas.pt/programa/

Manifestação no dia 20 de Julho: http://camp-in-gas.pt/accao/manifestacao/

Movimento Internacional

by2020weriseup.net

2020rebellionporelclima.net

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Facebook
Facebook
Instagram
Flickr
RSS
Vimeo