Território: nosso corpo, nossa luta!

Dia 9 de agosto saímos à rua em solidariedade com a Marcha das Mulheres Indígenas em Brasilia e a assinalar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, juntem-se a nós!

15h
CONCENTRAÇÃO
Praça Luís de Camões

18h – 20h
CONCERTOS
Miradouro Nossa Senhora do Monte
Com: Ritmos da Resistência, Moleka, Ritmos Cholulteka e outrxs [programação completa nos próximos dias]

20h – 23h
JANTAR BENEFIT + RODA CONVERSA
Secret Garden, Rua da Senhora do Monte 3
Conversa com companheiro Nasa do Cauca (Colombia) sobre a situação actual e lutas indígenas na região.

Repudiamos o estado de emergência a que as comunidades indígenas estão a ser confinadas, denunciamos a contaminação e perda sistemática de territórios originários, os assassinatos regulares de lideranças e de ativistas.

No Brasil, em menos de 300 dias o governo de Bolsonaro já espalha sinais de morte por toda a parte. Há poucos dias atrás o cacique Emyra Wajãpi foi assassinado, depois da invasão ilegal das suas terras por garimpeiros. Os relatos de invasões, ameaças e desmatamento ilegal multiplicam-se. Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia totalizou 920 quilômetros quadrados em Junho de 2019, mais 88% que no ano anterior.

Na Colômbia (126), no México (48), na Guatemala (26) e nas Honduras (8), mais de 200 líderes sociais foram assassinados só em 2018 e o número de desaparecidos é impressionante. Mas foram as Filipinas e o governo de Duterte que superaram todos esses países em número de líderes ambientais assassinados (39), a maioria deles novamente representantes indígenas que também foram acusados de terroristas.

Simultaneamente, outras lutas denunciam estes dias as tentativas de dessacralizar territórios indígenas no Havaí e Aotearoa para construir um telescópio no vulcão adormecido de Mauna Kea ou casas no lugar do whanau de Ihumātao.

Saímos à rua com as mulheres indígenas!

Nem uma gota de sangue a mais!


Organização: O Fórum Indígena Lisboa constitui-se como plataforma de solidariedade internacional e de pressão política face aos atentados aos povos indígenas de todo o mundo, reconhecendo a importância de ação política global internacional e interseccional. O Fórum Indígena de Lisboa apoia também as lutas locais pela defesa dos territórios, militando pela reflorestação e agindo contra o extrativismo de combustíveis fósseis e as alterações climáticas.

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