Programa do 5º Encontro Nacional pela Justiça Climática

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Dia 21 de Fevereiro, Sexta-feira

18h30 – Sessão de Abertura: Artivismos Climáticos

(ArtCitizenship e 2Degrees Artivism)

Esta sessão, co-organizada pelo Projecto ArtCitizenship e pela 2Degrees Artivism, vai reunir artivistas que têm como principal causa para as suas criações a Justiça Climática. Os seus palcos são variados: da rua aos museus, passando pela muito influente Web. As suas linguagens são múltiplas: dos cartazes nas manifestações, às exposições de artes plásticas, passando pelos memes nas redes sociais. É um artivismo fundamental nos combates actuais a favor da consciencialização global e da pressão simbólica. Contaremos com a presença de artivistas convidadxs para lançar um debate com o público a propósito dos processos de criação, dos métodos de acção e questionando os impactos do artivismo climático.


Dia 22 de Fevereiro, Sábado

9h30 – Plenário Inicial


10h30 – Sessões Paralelas: Linhas da Frente – Planeta A

A Falsa Promessa do Gás Fóssil

(Gás é Andar Para Trás)

Nesta sessão vamos falar do gás dito “natural” e porque é que ele constitui uma falsa solução para a transição energética. Para além de alguns aspectos técnicos da questão, vamos descrever o panorama português de infra-estruturas de gás, e falar no que as lutas de base têm feito em Portugal no último ano, em particular contra os furos na Bajouca e Aljubarrota, desde o acampamento de acção Camp-in-Gás, até à nova campanha Gás é Andar para Trás. Vem participar no debate e saber os próximos passos nesta luta! Entre xs oradorxs, contaremos com uma activista das linhas da frente da luta na Bajouca.

Exportação de Animais Vivos: Impactos Ambientais e Acções de Combate

(PATAV – Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos)

A exportação de animais vivos de Portugal para fora da União Europeia – para países do Norte de África e Médio Oriente (em particular para Israel) – teve início em 2015 e tem tido um crescimento exponencial. Este negócio, para além de ter problemas éticos e dos seus benefícios económicos serem questionáveis, tem várias implicações ambientais, tanto no local de produção e de consumo, como durante o transporte.

A agropecuária é reconhecida como uma das indústrias com maior impacto ambiental, que esgota e polui recursos naturais (como a água), e contribui para a emissão de gases com efeito de estufa. Com o aumento da exportação tem-se verificado um aumento do número efectivo de animais, em especial de bovinos na região do Alentejo, levando, assim, a um aumento destes impactos. Para além disso, o transporte por via marítima contribui para a poluição (nomeadamente devido a descargas de combustíveis fósseis e pela emissão de gases com efeito de estufa). Por último, devido aos potenciais riscos para a saúde pública, a exportação acresce a necessidade de criar instalações de quarentena no local de consumo, aumentado a área afectada pelo esgotamento e poluição de recursos.

Menos Avião, Mais Imaginação!

(ATERRA)

O novo aeroporto no Montijo foi aprovado. Começaram as obras de expansão da Portela. 2020 podia ser o ano de mais um ecocídio provocado pela ganância e a corrupção do poder político e empresarial. Mas temos outros planos: torná-lo o ano de uma das maiores vitórias populares e ambientais em Portugal. Com os pés na Terra, que passos devemos dar para travar a expansão aeroportuária, virar a maré e construir uma sociedade mais justa, consciente e ecológica?


12h30 – Almoço


14h00 – Sessão Especial: Povos Indígenas: Justiça Social, Ambiental e Climática

(Aliança pela Amazónia, Coletivo Alvito, Coletivo Andorinha, Colombianos por la Paz, Fórum Indígena, Jornalistas Livres, Rede 8 de Março)

A abrir este painel propõe-se a leitura de uma carta redigida por membros da Aliança pela Amazónia, em jeito de apelo à importância da salvaguarda do grande pulmão da Terra.

Para este fim, é necessário o apoio aos povos indígenas e às lutas levadas a cabo por estes. Por isto é fundamental expor as ameaças a estes povos. O colectivo Colombianos por la Paz apresentará, assim, 5 temas relacionados com estas mesmas ameaças.

Finalmente, irá haver uma breve apresentação de cada colectivo organizador deste  painel e das respectivas actividades em que se envolvem no quotidiano para que, deste modo, o público se possa interrogar quanto a uma série de questões tais como a importância da articulação das justiças social e climática, a descolonização dos nossos modos de vida, e que outros mundos são possíveis?


 16h00 – Sessões Paralelas: Sociedade B

A Indústria Alimentar em Portugal: (Des)construir a Alimentação Para Inverter a Marcha em Direcção à Extinção

(Animal Save Portugal, Climate Save Portugal)

A alimentação é uma necessidade básica comum a todos os seres, mas nós, humanos, fizemos dela um pilar civilizacional e conseguimos levar ao extremo o seu significado social, cultural e, até, emocional. Talvez por isso seja um tema tão complexo e tão raramente abordado quando se fala de sustentabilidade e clima. Dominada por interesses privados monopolizados, a indústria alimentar é uma das mais poluentes, subsidiando o actual estado de emergência climática; causa ainda, directa e indirectamente, a morte de milhares de milhões de animais por dia. Para reavaliar o paradigma da produção alimentar, importa identificar e debater tudo o que está em jogo, como: sustentabilidade; exploração, morte e extinção de animais; precariedade, desigualdade e injustiça; poluição; soberania alimentar; manipulação por parte do sistema e das indústrias, que controlam as nossas escolhas diárias. A indústria alimentar representa, enfim, o maior desafio para nós, humanidade.

Sines Sem Carvão. E Quem Paga a Transição?

(Empregos Para o Clima)

O governo anunciou o encerramento das centrais termoeléctricas do Pego e de Sines, responsáveis por cerca de 20% das emissões nacionais, sem um plano para quem lá trabalha hoje. Nós precisamos de um plano social que envolve as pessoas numa verdadeira transição energética justa.

Neste debate, com a presença de membros do SIEAP (sindicato que representa trabalhadorxs da central de Sines), e com organizações apoiantes da campanha Empregos para o Clima, queremos criar um espaço de convergência, partilhar acções, conhecimento e experiências para definir estratégias comuns pela justiça climática.

Mineração: Ameaça em Terra e no Mar

(Lisboa Contra as Minas, Sciaena)

O que é que está em causa quando se decide explorar minério em 10% do nosso território? E no mar? O assunto tem estado no centro da agenda política, mas também no centro da contestação social, através das populações que habitam as localidades onde há concessões, de organizações ambientalistas e de quem se preocupa com a saúde dos ecossistemas estáveis. Precisamos mesmo da mineração para suportar o nosso estilo de vida? Ou a solução passa por uma óptica de decrescimento e de adaptação às condições e ciclos naturais?

Iremos discutir os impactos e as alternativas à mineração e contamos com a presença de todxs.


17h30 – Plenário Final


18h30 – Fim

One thought on “Programa do 5º Encontro Nacional pela Justiça Climática

  1. A iniciativa é do maior interesse e tem o meu total apoio. Apenas sublinho que, mais uma vez, a problemática dos tratados internacionais de comércio e o próprio comércio internacional não seja objecto de denúncia e debate, dado o seu papel fundamental e o seu impacto muito negativo nos problemas eco-ambientais e climáticos pelo forte condicionamento que impõem aos governos e às comunidades.

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