Em Davos, vai-se celebrar os 50 anos do Fracasso Económico Mundial e nós vamos aos raízes da crise climática.

A indústria financeira está organicamente ligada às crises climática e social.

Os bancos investem directamente na indústria dos combustíveis fósseis. As gestoras de activos canalizam as poupanças das pessoas às petrolíferas. Os ocultos bancos centrais emprestam dinheiro aos bancos comerciais das nossas esquinas, criando um Estado de Bem-estar exclusivo e desproporcionado para as multinacionais que abastecem o caos climático.

Desde 2016, quando o acordo de Paris foi implementado, até ao final de 2018, os bancos canalizaram 1.900.000.000.000 de dólares para exploração de combustíveis fósseis, isto é, 1,9 biliões. Só entre as 15 maiores gestoras de activos a nível global, que gerem directamente cerca de 20% do valor total de mercados de capitais, encontramos acima de 4,81 biliões de dólares aplicados em sectores como automóveis, gás, petróleo e produção eléctrica via carvão. No caso do Banco Central Europeu, mais de 60% das compras de obrigações do BCE de empresas correspondem a sectores industriais, de produção elétrica e da exploração de gás, correspondendo estas a 58,5% das emissões de gases com efeito de estufa – indústrias que representam apenas 18% do valor bruto acrescentado, ou seja, a contribuição para a economia.

Este ano, o Fórum Económico Mundial em Davos (21 a 24 de Janeiro) “celebra” os seus 50 anos, sob o tema de sustentabilidade. No meio de uma emergência climática, este aniversário só serve para relembrar o papel das instituições financeiras nas últimas décadas ao alimentarem, perpetuarem e aprofundarem as injustiças sociais e climáticas no mundo.

A segunda onda de mobilizações no âmbito da campanha europeia By 2020 We Rise Up vai às raízes da crise climática: o seu financiamento. Vamos expor a influência política da indústria financeira na inacção dos governos, colocando o lucro acima das pessoas e do planeta.

Entre 13 e 26 de Janeiro, convocamos uma Quinzena de Acção sob o lema “Fracasso Económico Mundial”. Com outros colectivos dos diversos movimentos, vamos destacar a cumplicidade do sistema financeiro na inacção climática.

Da nossa parte, vamos contribuir à quinzena com um Passeio Tóxico – uma visita guiada gratuita no centro da cidade às masmorras dos criminosos climáticos – e uma concentração “Não Pagamos a Vossa Crise Climática!” no 17 de Janeiro, organizada pela campanha Empregos para o Clima para exigir emprego e investimento públicos na transição energética justa.

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