8Nov | Climáximo Live: Eleições nos Estados Unidos – Que impacto têm na Acção Climática?

As eleições americanas deixaram a escolha entre as contradições de Joe Biden – afirmar que tudo tem que mudar enquanto tudo se deixa na mesma – e a catástrofe de Trump – oscilando entre dizer que as alterações climáticas não existem e que até serão benéficas.

O rumo da maior potência económica e maior exploradora de combustíveis fósseis do mundo é como sempre decisiva no futuro da ação climática.

O que se pode esperar da parte da política institucional? O que terá que ser alcançado?

Junta-te a nós no Domingo, às 22:00! (vídeo da gravação em baixo)


EUA: Sai o negacionismo puro e duro, entra o negacionismo “soft”

Tudo indica que Joe Biden ganhou as eleições nos EUA. A derrota de Trump é uma enorme derrota para a extrema direita em todo o mundo. Para o movimento pela Justiça Climática, a vitória de Biden significa uma mudança nos termos na batalha.
Donald Trump representa o negacionismo puro e duro, daqueles que oscilam entre dizer que as alterações climáticas não existem, que são um fenómeno natural que nada tem a ver com acção humana, ou que na verdade as suas consequências não são assim tão más. Resumindo, representa aqueles que negam abertamente a realidade da ciência climática.
Joe Biden representa o negacionismo “soft” do “European Green Deal” da União Europeia, ou das suas versões portuguesas, o Plano Nacional de Energia e Clima e o Roteiro para a Neutralidade Carbónica em 2050. O princípio fundamental desta linha política sobre a crise climática é a adesão ao Acordo de Paris. Este reconhece a existência e a seriedade da crise climática e aceita as linhas vermelhas da ciência quando declara o objetivo de “manter a subida da temperatura global neste século bem abaixo dos 2 graus acima dos níveis pre industriais e desenvolver esforços para limitar esse aumento de temperatura a 1,5 graus”. Mas na prática, sabemos que os compromissos assumidos pelos países no âmbito deste acordo nos levam em direção a um aquecimento de 3,2 graus, o que significa o colapso climático.
Assim, nos EUA passa-se de uma guerra aberta entre o movimento pela Justiça Climática e o negacionismo puro e duro, para uma situação em que o movimento terá de lutar contra um executivo que vai combinar um discurso retórico de combate à crise climática, com uma acção prática de proteção do business as usual e dos interesses das empresas fósseis. Joe Biden quer Neutralidade Carbónica em 2050, mas não quer banir o fracking em 2021.

Vamos estar a discutir o significado deste resultado para o movimento pela Justiça Climática no Domingo às 22h, no Facebook do Climáximo. Junta-te a nós!


Não podeste acompanhar? Então vê aqui a gravação do live!

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