Radar Climático – 17 de Março

Mathias Cormann eleito secretário geral na OCDE, apesar do seu péssimo registo ambiental

Com o provável apoio de países como os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido e a Polónia, este Australiano passou para a frente da organização intergovernamental. Para trás ficou a Sueca Cecilia Malmström.

A nomeação já foi contestada pelo movimento climático, dado Cornmann estar ligado a políticas como recusar a neutralidade carbónica, manter subsídios à indústria fóssil e ser uma força de bloqueio em fóruns internacionais.

 EDP vai pagar a António Mexia €800 mil por ano até 2023 

O afastamento de António Mexia da administração da EDP por um processo judicial tirou o gestor da estrutura da elétrica, mas este continuará a auferir rendimento desta: 800 mil euros por ano durante três anos, além de várias regalias.

A justificação foi dada em nome de “contrapartida da obrigação de não concorrência”. Já em 2020 Mexia auferiu um total, em termos brutos, de 2,37 milhões de euros.

Manso Neto também terá direito, durante três anos, a uma remuneração de 560 mil euros por ano e as mesmas regalias.

Estudo indica que a floresta da Amazónia está liquidamente a emitir GEE

Na primeira análise do tipo, feita por (parte de) mais de 30 cientistas, é dado como provável que, em termos líquidos, a Amazónia está a emitir Gases com Efeito de Estufa.

O aumento de temperaturas, secas e deflorestação estão a reduzir a capacidade da maior floresta tropical do mundo de absorver dióxido de carbono da atmosfera.

O dano ainda poderá ser revertido. Cortar nas emissões de combustíveis fósseis ajudaria a restaurar o equilíbrio, mas parar a desflorestação é crucial, tal como construir menos barragens e replantar árvores.

O inventário do Acordo de Glasgow em Portugal foi publicado

O documento afirma que Portugal tem até 2030 para cortar 74% das emissões nacionais de GEE. O Acordo de Glasgow vai mais longe que o Acordo de Paris e diz que as emissões globais têm de cair para as 32,6 gigatoneladas de CO2 equivalente (sendo que em 2019 o nível de emissões recorde foi de 59,1 gigatoneladas).

O primeiro inventário de emissões desagregadas de GEE no país, revela as mais de 250 infraestruturas responsáveis pelas maiores emissões. Segundo dados de 2018, os setores mais poluentes em Portugal são o dos Transportes, seguido da Energia, Indústria, Agricultura, Florestas, Pecuária e Pescas e Resíduos.

Segundo Antónia Seara, ativista da Greve Climática Estudantil “será agora criado um plano de ação, em conjunto com várias organizações pela justiça climática e social, que, tendo como base este inventário, permita cortar 74% das nossas emissões até 2030, garantindo que fiquemos abaixo dos 1,5ºC de aquecimento global até 2100″.

A portuguesa Etermar vai construir terminal petrolífero do segundo maior porto do Senegal

Etermar Engenharia e Construção, a maior empresa portuguesa especializada em construção marítima, ganhou o projeto para construir o terminal de hidrocarbonetos do Porto de Bargny-Sendou no Senegal, o segundo maior porto do país, 25 quilómetros a Sul de Dakar.

O terminal de granéis líquidos poderá receber navios com capacidade até 95 mil DWT e irá permitir a importação e exportação de hidrocarbonetos do país. A obra deverá estar concluída no final de 2021.

Em Portugal esta empresa é líder nos consórcios responsáveis pelas Dragagens da Ria de Aveiro, do Canal de Acesso aos Estaleiros de Viana do Castelo e venceu recentemente com a Mota-Engil o concurso para a ampliação do Terminal XXI em Sines. 

No Japão assinaram-se 10 anos desde o desastre de Fukushima

Este teve origem num tsunami que além de desencadear o desastre nuclear da central nuclear de Fukushima ainda matou diretamente mais do que 18.000 pessoas.

Hoje mais de 40.000 pessoas não podem regressar a casa, especialmente perto de Fukushima Daiichi, onde o triplo derretimento nuclear forçou à evacuação imediata de 160.000 pessoas. O trabalho complexo de localizar e remover o combustível nuclear ainda mal começou, demorará pelo menos 40 anos e custará milhões.

A decisão do que fazer com água contaminada guardada em mais de 1000 tanques ainda é desconhecida, supondo-se que a capacidade destes esgotar-se-á no outono de 2022.

Ativistas da Greenpeace aterram no telhado do BCE em protesto contra as más políticas climáticas

Dois ativistas da Greenpeace pousaram de parapente, na passada quarta-feira, no telhado de um dos edifícios do Banco Central Europeu, em Frankfurt, numa ação que pretende denunciar a recompra de dívida – Quantitative Easing – de empresas que exploram combustíveis fósseis.

A recompra de dívida privada, inclui a aquisição de 300 mil milhões de euros em títulos emitidos por mais de 60 empresas baseadas em combustíveis fósseis, entre as quais a Shell, a Total, a Eni, a OMV e a Repsol.

Isto surge no contexto do BCE ter lançado, no ano passado, um programa de recompra de grandes dívidas, principalmente públicas, mas também privadas, para apoiar a atividade económica da zona do euro, gravemente abalada pela pandemia de covid-19.

Centenas de trabalhadores da Groundforce manifestaram-se em Belém pelos salários

Os trabalhadores da Groundforce não recebem os seus salários na íntegra desde fevereiro. Pedem que o acionista maioritário, Alfredo Casimiro, da Pasogal, aceite a proposta que a TAP lhe fez no domingo, de um aumento de capital de 6,97 milhões de euros – aumentando a participação da TAP na empresa – que permitiria pagar os salários aos 2.400 trabalhadores. 

Adicionalmente, estes convocaram uma manifestação para a próxima/esta quinta-feira às 11:00 no Aeroporto.

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