Em Chamas | Acção de Desobediência Civil em Massa

22 de Maio | Aeroporto de Lisboa

Estamos a sufocar.

Nenhuma crise – sanitária, económica, climática – será resolvida enquanto as pessoas e a natureza servirem apenas para gerar dinheiro para alguns, fomentando a discriminação entre e dentro das comunidades. A nossa indignação profunda traz-nos a coragem de dentro do medo. É a nós que cabe descontaminar a economia e regenerar a sociedade.

Lê a narrativa da acção, aqui.

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Aviação Em Chamas

No último ano, o sector da aviação civil pelo mundo inteiro não só colapsou, como garantiu que sejam os trabalhadores a sofrer com este colapso, e não os accionistas e os actores financeiros.

A nacionalização da TAP deveria ter servido para resgatar os trabalhadores. Em vez disso, a reestruturação da empresa veio fragilizar a sua vida, roubando os seus direitos e os seus rendimentos. O governo devia agarrar esta oportunidade para estabelecer um plano de redução da aviação, garantindo rendimento, emprego e formação profissional na economia verde para os trabalhadores e responsabilizando os accionistas nesta transição. Este plano podia incluir ainda não só a TAP, mas também a Groundforce e todos os trabalhadores dos aeroportos e companhias aéreas.

Ao mesmo tempo, o governo desempenhou um papel proactivo na destruição climática quando se apressou para mudar a lei para conseguir avançar com o novo aeroporto no Montijo, com o apoio da direita parlamentar.

As crises climática e social não “acontecem”. São criadas pelo sistema sócio-económico. Na corrida ao lucro, as empresas queimam o planeta e as vidas das pessoas. E os governos são a garantia da manutenção desta corrida, deitando mais lenha para fogueira quando é necessário.

Ver as Reivindicações Em Chamas, aqui.

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Consenso de Acção

No dia 22 de Maio de 2021, vamos marchar do Aeroporto Humberto Delgado à Rotunda do Relógio numa acção de desobediência civil massa, construida em três pilares: menos aviões, transição justa e mais ferrovia.

A nossa acção é divulgada publicamente e todas as pessoas, com ou sem experiência, são bem-vindas a participar. Vamos ocupar de uma forma pacífica a Rotunda do Relógio.

O curso da acção será decidido em conjunto, pelo plenário dos delegados e pela coordenação da acção.

Vamos agir de uma forma calma e educada. Não vamos colocar nenhuma pessoa em perigo. Vamos usar os nossos corpos para ocupação do terreno. O nosso objectivo não é destruir ou causar danos em pessoas ou objectos. Atravessaremos ou contornaremos pacificamente quaisquer bloqueios de forças policiais ou de segurança. A nossa acção será criativa, diversa, aberta e de resistência. Não toleraremos qualquer tipo de discriminação.

A nossa ação não é contra as pessoas cujas vidas possam ser por ela afetadas de alguma forma, nem é dirigida à polícia. A segurança das activistas, trabalhadoras e todas as pessoas envolvidas é a nossa prioridade principal.

Somos pessoas de diversas origens sociais e políticas. Assumimos a responsabilidade colectiva pelo sucesso da acção. Vamos assegurar um processo transparente, com respeito e apoio integral a todas as envolvidas. Para assegurar isto vamos preparar-nos bem com as formações para a acção.

O sector da aviação está em colapso e o governo e as empresas insistem em resgatar os accionistas e voltar à normalidade. O contexto pandémico não pode servir de desculpa para alimentar o caos climático. A nossa acção tem 8 reivindicações em chamas, divididas nos três pilares da acção. Por uma questão de saúde pública e saúde planetária, estamos disponíveis a desconvocar a acção se pelo menos metade das reivindicações em cada pilar forem aceites com compromissos escritos oficiais.

Vemo-nos como parte do movimento pela justiça climática e estamos em solidariedade com todos os povos que lutam por um planeta justo e habitável.

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