Radar Climático – 19 de Maio

Ação do Shell Must Fall quis transformar sede da Shell em tribunal internacional para a Justiça Climática

Nos países baixos, a organização do SMF trouxe uma bola de demolição de obras para a frente da sede da Shell, com o pretexto de substituí-la por um tribunal. Entre os casos a serem julgados estão a explorações da Shell em zonas como o delta do Rio Níger.

Assim, a organização fala em prender os criminosos climáticos que estão dentro do edifício da Shell, a discutir o futuro da empresa em Assembleia Geral.

Metade da redução das emissões dos Estados Unidos virão da “tecnologia”

A afirmação partiu de John Kerry, que apontou que metade da redução das emissões de gases com efeito de estufa dos Estados Unidos, deverão partir de tecnologias por inventar, citando “cientistas” como fonte da ideia.

Apontando isso, como condição para as pessoas não abdicarem do nível de vida, destacando investigações, como na criação de gado, que supostamente impedirão ajustes nos consumos de carne.

A Galp avança no negócio do lítio, procurando parceiros para venda

A Galp prevê explorar lítio através da empresa Savannah, prevendo ficar com 100 mil toneladas por ano. Agora procura quem lhe compre esse lítio. Para já, está garantido que a Mina do Barroso não terá uma refinaria.

Sabe-se também, que o Ministério do Ambiente participou numa reunião com os gigantes suecos Northvolt, produtores de baterias de lítio. Esta reunião foi promovida pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), cumprindo assim o seu papel de facilitador de negócios.

Portugal envia 60 tropas para a zona de conflito em Cabo Delgado, Moçambique

Com o argumento de proteger a zona dos ataques jihadistas, Portugal vai reforçar a militarização da zona de exploração petrolífera em Cabo Delgado com 60 tropas.

O acordo, que dura até 2026, vai fazer o total de tropas subir para 80, para treinar os militares Moçambicanos a lutar contra sublevações, partilhar informação e ajudar no uso de drones. A União Europeia também deverá enviar as suas próprias tropas no futuro próximo, entre 200 a 300 efetivos.

Assim, na face da violência crescente, despoletada pela exploração de combustíveis fósseis em Moçambique, a única resposta que surge é mais militarização com o estado português a dar um contributo essencial.

Gelo da Gronelândia em ponto de inflexão

Um estudo aponta que uma parte significativa do gelo da Gronelândia está perto de entrar num degelo generalizado, garantindo uma subida do nível das águas do mar de um a dois metros a nível global.

O mecanismo de retroalimentação por detrás disto, faz com que o aumento de temperaturas devido às emissões de gases com efeito de estufa, gera derretimento, reduzindo a altura da plataforma de gelo, expondo o gelo mais baixo a temperaturas mais elevadas, gerando novo derretimento, e por aí em diante.

Não podem haver novos investimentos em combustíveis fósseis para chegar a zero emissões em 2050

O resultado vem de um relatório da Agência Internacional da Energia, onde também é referido que para chegar à neutralidade, nesta data tão tardia, não se podem vender veículos alimentados a combustíveis fósseis em 2035 e a eletricidade terá de ser alimentada só por fontes renováveis até 2040.

O relatório assume uma descida das utilizações de carvão em 90%, petróleo em 75% e gás em 55%, ou seja, assume um cenário de net zero em que a presença de combustíveis fósseis ainda é significativa. No mesmo período, a energia a partir de fonte solar tem de aumentar 20 vezes e a eólica 11 vezes.

Ataques de Israel à faixa de Gaza ceifam 200 vidas numa semana

200 mortes, 59 das quais crianças, durante uma semana de ataques israelitas na faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelita Netanyahu indica que estes não deverão terminar tão cedo. Os ataques contam com a aprovação dos Estados Unidos da América, que tem bloqueado uma declaração conjunta do conselho de segurança das Nações Unidas, pedindo o fim da violência no território.

Além das mortes, os danos materiais também se têm feito sentir, com vários edifícios a serem destruídos por ataques aéreos, como uma clínica de saúde e os escritórios das agências de notícias internacionais Associated Press e Al-Jazeera. 34.000 palestinianos estão deslocados das suas residências.

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