Radar Climático – 26 de Maio

Consumo de energia em Portugal em abril disparou 28%

O consumo de gasolina quase duplicou face ao mesmo mês do ano passado, enquanto a procura de eletricidade subiu 6,5%, suportada pelo crescimento do consumo empresarial, que mais do que compensou a queda do consumo doméstico. O consumo de gasolina em abril foi 98,6% superior ao do mesmo mês do ano passado e o de gasóleo cresceu 64,5%. O consumo de combustível de aviação (jet) quase quadruplicou, aumentando 295% em termos homólogos.

Biodiversidade do Ártico diminui drasticamente devido às alterações climáticas

A temperatura no Ártico está a aumentar três vezes mais depressa do que no resto do planeta, ao mesmo tempo que se verifica uma queda drástica nas populações de renas e de aves marinhas desta região polar, em consequência das alterações climáticas e do aquecimento nesta zona.

As mudanças na frequência, na intensidade e na duração de algumas condições climatéricas extremas e incomuns têm efeitos ainda desconhecidos nas populações.

Enquanto o Oeste da Rússia e o centro do Canadá batem recordes de temperatura, o alarme climático dispara

As temperaturas já estão perto dos 32º perto do Círculo Polar Ártico. Moscovo bateu recordes de mais de 100 anos, tendo visto temperaturas de pelo menos 10 a 20 graus acima do normal. As temperaturas no centro do Canadá subiram entre 10 a 30 graus acima do normal no início da semana, intensificando as chamas dos incêndios em Saskatchewan, Manitoba e Ontário.

Projeto de hidrogénio verde em Sines não terá mega-consórcio

EDP, Galp, Martifer, REN e Vestas, que poderiam avançar juntas num mega-consórcio, ainda não concluíram o estudo de viabilidade da criação de um cluster industrial de produção de hidrogénio “verde” com base em Sines, mas já se admite que o projeto não deverá avançar. Cada uma das empresas parece preferir avançar por si própria com projetos individuais.

Falava-se na coordenação de grandes projetos tanto na Estratégia Nacional do H2, como no Plano Nacional de Investimentos 2030 e agora tudo indica que cada uma das empresas venha a avançar com os seus próprios investimentos.

Avaliação estratégica ao novo aeroporto da Grande Lisboa feita por entidade escolhida por concurso internacional do IMT 

Em comissão parlamentar, Pedro Nuno Santos, revelou que a escolha da entidade que fará Avaliação Ambiental Estratégica será feita pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, através de um “concurso internacional, aberto a entidades certificadas para esta área para fazer a avaliação ambiental estratégica.

No entanto, esta avaliação já está feita, e não é preciso fazer outra: temos até 2030 para cortar 3/4 das emissões.

TrustEnergy aponta reconverter a central a carvão do Pego para dita energia verde

A central de carvão situada em Abrantes será fechada em Novembro na sua forma atual. O principal acionista, a Trustenergy – consórcio entre franceses e japoneses – aponta que esta no futuro deverá ser alimentada por “eletricidade, hidrogénio e outros gases renováveis a partir de diversas fontes primárias de energia local, como a solar, eólica e resíduos florestais”.

Para isto a empresa vai-se candidatar a subsídios estatais através do Fundo para um Transição Justa e do Plano de Recuperação e Resiliência. A curto prazo são apontados os resíduos florestais até serem encontradas alternativas. Para o futuro também mencionam o potencial da captura de CO2. Ou seja, partindo do carvão, os projetos de produção de energia estão direccionados para falsas soluções como a biomassa, soluções incompletas como o hidrogénio ou projetos imaginários como a captura de CO2.

O Estado passa a deter 97,8% da TAP após injecção de 462 milhões 

Com um reforço de capital de 462 milhões de euros, o estado passa a deter 97,8% da empresa. O empresário Humberto Pedrosa, os trabalhadores e pequenos accionistas completam o resto do capital da empresa. Isto vem depois de um empréstimo estatal de 1200 milhões de euros no ano passado.

Assim, o governo não se desvia da estratégia de absorver os prejuízos das empresa e manter o máximo da empresa inteira para voltar ao ênfase de manter aviões no ar.

O mar de Marmara na Turquia atingindo por “ranhoca marinha”

Esta, que vista de cima parece ser um monte de areia cremosa, é composta por fitoplâncton, que aparece quando nutrientes como o nitrogénio e o fósforo são abundantes nos mares. As condições de aparecimento da substância têm sido potênciadas pelas alterações climáticas. O aquecimento das águas marinhas que potenciam este fenómeno tem sido de 2-3Cº quando comparado com a média pré-industrial.

A substância atrai vírus e bactérias como a E. coli, que pode transformar a ranhoca num cobertor que sufoca a vida marinha por debaixo.

Governo anuncia (de novo) megra-progeto solar em Mora

O Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, aproveitou o anúncio da nova Fábrica Solar em Mora, para tirar fotos com painéis fotovoltaicos e parecer alguém que gosta de clima e tecnologia. Esta fábrica é anunciada como “a primeira do mundo” a combinar as tecnologias de painéis solares fotovoltaicos flexíveis e de baterias de lítio de alta temperatura. O empreendimento é privado, com subsídios públicos.

Este anúncio ganha mais relevância quando nos recordamos que em 2019, Mora fechou a fábrica de panéis solares. Após o período obrigatório para a fábrica se manter aberta, a empresa da altura abandonou o projeto para importar panéis solares de outros locais. O governo deixou o projeto cair, atirando na altura trabalhadores para o desemprego.

A nova empresa prevê ter no arranque 40 a 50 trabalhadores, cerca de metade da fábrica original, integrando alguns trabalhadores da antiga fábrica. Resta saber qual o destino da nova fábrica quando acabarem as obrigações desta empresa.

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