Em Chamas: Orçamento transparente

No dia 22 de Maio, saímos do Aeroporto de Lisboa e bloqueámos a Rotunda do Relógio para exigir menos aviões, uma transição justa e mais ferrovia. (Vê as fotos e o relato do dia aqui.)

O orçamento previsto desta acção foi de 6000€ e agora que estamos a fechar as contas, a nossa previsão concretiza-se.

As despesas da acção foram:

  • Logística da acção (e.g. materiais de bloqueio, transporte): 1700€
  • Visuais da acção (e.g. faixas, tintas): 600€
  • Impressões (e.g. cartazes, panfletos, auto-colantes): 900€
  • Manutenção (e.g. website, contabilidade): 300€
  • Cuidados e bem-estar (e.g. testes de COVID-19, máscaras, comida na vigília): 800€
  • Edição de vídeos: 1500€
  • TOTAL: 5800€

Nesta acção, tivemos financiamento por três fontes:

  • Urgent Action Fund: 4000€
  • Stay Grounded: 1300€
  • Het X-Y Actiefonds: 600€
  • TOTAL: 5900€

Como tudo que fizemos antes, nós decidimos, lançámos e montámos a acção sem depender de qualquer financiamento. Começámos as preparações sem confirmação de nenhum financiamento, dependendo somente na nossa capacidade de improvisação e auto-financiamento. Em paralelo, uma pequena equipa continuou apresentar a acção (como já decidida nas reuniões e nas assembleias) a alguns fundos e encontrámos assim algum dinheiro em Maio. Com isso, fizemos algumas melhorias e conseguimos fazer tudo que pensávamos. (Por exemplo, fazer testes rápidos de COVID-19 no início das formações, oferecer pizzas às dezenas de pessoas na vigília que esperaram oito horas para não deixar ninguém para trás, ter uma faixa de justiça climática…)

Agora, pós acção, estamos no mesmo sítio financeiro onde estávamos antes da acção. (E isto, sem contar com os possíveis custos jurídicos que podemos ter por causa do processo no tribunal das 26 pessoas detidas na acção.)

A nossa teoria de mudança é que não se faz mais desobediência civil por ter mais dinheiro. Faz-se mais desobediência civil com mais voluntários, mais corpos desobedientes e mais determinação. As nossas acções vão continuar a depender das pessoas indignadas, activadas e envolvidas. As nossas acções vão continuar a não depender do dinheiro, menos para as despesas mínimas essenciais.

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