Rede massiva de transportes públicos acessíveis para 1.5 – Greve Climática Estudantil Lisboa

Durante a última década, dentro e fora da agenda política, os transportes públicos têm ocupado um lugar de destaque, mas como é que este discurso se materializa no nosso dia-a-dia?

O discurso da União Europeia, permeado de termos como “transição verde” e “transição digital”, culminando no “Pacto Ecológico Europeu”, aprovado pelo Conselho Europeu em maio de 2021, não menciona transportes públicos uma única vez, continuando a longa tradição de relegar a questão para o campo do transporte individual, revelando, mais uma vez o greenwashing que cobre as políticas da União Europeia

Para as populações do Litoral Alentejano, é bastante claro que as soluções da União Europeia não são suficientes. Como seria de esperar, o Governo português também não responde às necessidades de quem vive, estuda e trabalha nestas regiões.

Em maio de 2021, as comissões de utentes lançaram um abaixo-assinado, dirigido ao Governo e à CP, exigindo que as linhas ferroviárias do Litoral Alentejano fossem incluídas nos planos de investimento e melhoramento da ferrovia. Os problemas ferroviários na região não são de agora, já em 1990 os utentes de Sines sofriam com a supressão do troço que servia o município. De uma justeza absoluta, as comissões de utentes exigem ligações de Setúbal a Tunes. Neste momento, os cidadãos de Odemira, o maior concelho do país, estão ainda dependentes dos serviços rodoviários prestados por empresas privadas, com uma oferta precária, que não responde, de maneira alguma, às necessidades da população.

O Orçamento de Estado de 2022 contempla um investimento de cerca de 900 milhões de euros, no âmbito do Plano Ferrovia 2020, a ser aplicado no melhoramento das redes de transportes públicos no país – um valor insuficiente, quando olhamos para o estado da Ferrovia em Portugal e para os objetivos que precisamos de cumprir, de forma a reduzir 75% das emissões até 2030, e mitigar os efeitos das alterações climáticas. Sabemos ainda que grandes fatias deste investimento serão alocadas em áreas metropolitanas e a ligações diretas Norte-Sul, deixando, mais uma vez, as populações do Litoral e do Interior do país sem uma rede de transportes públicos eficientes.

De 6 a 10 de julho, em Melides, convocamos o Acampamento 1.5. Fazemo-lo no Litoral Alentejano porque sabemos que a luta por justiça climática é feita lado a lado com as populações – afetadas por lógicas capitalistas – é com elas e por elas que lutamos por uma transição verde justa, sem deixar ninguém para trás. Junta-te a nós!

Greve Climática Estudantil – Lisboa
https://www.facebook.com/greveclimaticaestudantillisboa/


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