Solidariedade com Ação de Subvertasing contra gás fóssil em Lisboa

“Gasoduto: arma de extinção em massa” parece ser a mensagem principal dos cartazes que foram afixados em painéis publicitários um pouco por toda a cidade. O cartaz, encabeçado pelos logos da Galp, EDP e REN, aponta à construção de mais gasodutos (e em Portugal o governo quer construir uma nova ligação entre Portugal e Espanha) como o centro de uma ameaça que paira sobre toda a Humanidade, o caos climático. Numa altura em que o custo de vida continua a subir pendurado nos lucros das grandes petrolíferas, esta mensagem em grande formato aponta o dedo a alguns dos principais responsáveis no país. O gás é simultaneamente o principal factor, segundo a Agência Internacional de Energia, para o aumento dos preços da energia e, consequentemente, para inflação cavalgante em que vivemos.

Os cartazes foram avistados no Rato, Saldanha, Cais do Sodré e outros locais da cidade, na semana a seguir aos grandes lucros das empresas serem revelados, e quando se prepara a realização de mais um farsa institucional, a COP27 no Egipto, sob o regime sanguinário do General Sisi. A política energética na Europa, apostada em aprofundar a crise climática ao construir mais infraestrutura fóssil, em particular gás fóssil, é uma política suicida e, como os cartazes apontam, uma política de extinção em massa, quer de várias espécies, quer ameaçando a própria civilização e vida humana.

O gasoduto de Celorico da Beira, uma obra absurda e profundamente perigosa, é mais um favor do poder político, com o centrão do Partido Socialista a estender a passadeira a mais gás. O Climáximo e a campanha “Gás é Andar para Trás” solidarizam-se com esta ação de subvertising visto termos de parar o gás em Portugal e na Europa, travando este obstáculo objetivo à transição energética para 100% energias renováveis.

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