Acampamento 1.5

A crise climática já chegou. E são as comunidades mais exploradas as que mais sofrem os seus impactos. Convocamos todas as pessoas a acampar em Melides, no litoral alentejano, de 6 a 10 de Julho!

Porquê 1.5?

Vivemos na década decisiva para agir e impedir que a temperatura média do planeta ultrapasse os 1.5ºC de aquecimento. Cumprir este objectivo significa conter o degelo no Ártico e ondas de calor mortais, significa evitar a extinção em massa de espécies animais e vegetais, significa salvar milhões de vidas.

O que é que capitalismo tem a ver com isto?

Nos últimos anos tivemos grandes avanços científicos na área das energias renováveis, mas estas estão a ser somadas às energias fósseis, não a substituí-las. Aquilo que estamos a observar não é uma transição energética, é uma expansão energética, e a realidade é que a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera continua a aumentar de ano para ano.

A resposta das Instituições face à crise climática, social e ecológica que vivemos, passa por repetir as mesmas lógicas de injustiça, desigualdade, discriminação e exploração capitalista que nos trouxeram a este cenário de crise. Este modelo económico não tem nem capacidade nem intenção em levar a cabo uma transição justa que responda às necessidades reais das pessoas.

Porquê no litoral alentejano?

O litoral alentejano é um dos expoentes máximos do capitalismo fóssil em Portugal.

Isto reflete-se nas monoculturas de alimentos e de painéis solares, na má gestão da água e dos solos, no trabalho precário nas estufas, na falta de transportes públicos, no encerramento de infraestruturas sem qualquer plano de transição justa para as trabalhadoras e comunidades locais, nos resorts de luxo e campos de golf que está previsto serem construídos, e no aumento da capacidade do Porto de Sines que importa gás fóssil e transporta animais vivos por milhares de quilómetros. A tudo isto ainda se soma o facto de a infraestrutura nacional com maior emissão de gases com efeito de estufa, a refinaria da GALP, estar em Sines.

Porque te deves juntar?

Durante o acampamento vamos conhecer melhor, com a própria população local, a realidade de quem sofre os impactos directos do capitalismo no litoral alentejano, bem como construir e executar diversas acções directas focadas em vários pontos do capitalismo fóssil na região!

O que vamos fazer até lá?

Até Julho vamos estar em vários pontos do país com diferentes actividades para ouvir e envolver pessoas no processo de construção do acampamento. Tudo o que vai acontecer, poderá também ser montado por ti!

Reserva estas datas no teu calendário e vem acampar, de 6 a 10 de Julho, em Melides!

Se pretenderes ajudar-nos a título individual, preenche o formulário abaixo.

As organizações que queiram subscrever esta convocatória deverão enviar email para: acampamento1.5 [-at-] climaximo [-ponto-] pt . Iremos contactar-vos nos dias seguintes.



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Estrutura organizativa

Organizamo-nos em equipas e sub-equipas. Preenche o formulário abaixo e junta-te às preparações. Clica na imagem para mais informações.


Inscreve-te e Envolve-te

Nota: Se não podes ir ao acampamento mas queres ajudar nas preparações, envia email para acampamento1.5 [-at-] climaximo [-ponto-] pt


Eventos Pré-acampamento


Textos 1.5

A caminho do Acampamento 1.5, pedimos às várias organizações que estão a construir este acampamento para escreverem os Textos 1.5, consoante os seus diferentes focos de atuação. Nos textos “1.5 para” vamos explicar porque é que precisamos de ficar abaixo dos 1,5ºC de aquecimento global, expondo as consequências para o Litoral Alentejano de ultrapassarmos esta barreira de segurança. Nos textos “para 1.5” diferentes organizações vão explicar o que tem de ser feito em diferentes áreas do Litoral Alentejano para ficarmos abaixo dos 1,5ºC de aquecimento global.

(clica nas imagens)


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