Acampamento 1.5 – Programa e Logística

Programa

O eixo “1.5 ºC pelo Futuro” iniciará o acampamento com um Plenário de Abertura, que vai introduzir o programa de atividades, assim como a política de espaço seguro, e as tarefas logísticas, de trabalho reprodutivo e de cuidados que permitirão que este evento aconteça de forma segura, confortável, e interessante para todas as pessoas. No segundo dia, teremos um espaço para sessões temáticas, dinamizadas por diferentes organizações sobre “Visões, Alternativas e Caminhos”. Este eixo inclui também o Espaço Criança, que terá um programa próprio.

O eixo “1.5 ºC vs Capitalismo” visa explorar a ligação entre o sistema Capitalista e a Crise Climática, através de uma sessão sobre “Capitalismo e Clima” e um plenário “Impactos e Testemunhos” que contará com a presença de trabalhadores e pessoas de comunidades afetadas por diferentes problemáticas prementes no Litoral Alentejano, e que nos vêm contar as suas experiências.

O eixo “Nas Ruas por 1.5 ºC” pretende preparar e executar ações diretas. Neste sentido contará com sessões de formação de ação, de introdução à desobediência civil, ensaios de ação, e sessões de materiais. Além disso, neste âmbito organizaremos um plenário de ação “Por 1.5°”, em que, vamos expor e discutir as razões pelas quais nos organizamos, para, no dia seguinte voltarmos à Refinaria, assim como, o porquê de, na parte da tarde de dia 9, nos juntarmos em Sines numa manifestação “Por 1.5° C, fim ao Capitalismo”. Ainda, durante o acampamento haverá espaço e tempo para os participantes prepararem outras ações.

O eixo “Próximos passos por 1.5 ºC” vai acontecer no último dia do acampamento. Este inclui o Plenário Final: Debriefing e Próximos Passos, onde vamos fazer um wrap-up e debriefing do dia de ação e manifestação e vamos falar e propor próximos passos para o movimento pela Justiça Climática em Portugal e no Litoral Alentejano. Além disso, vamos ter uma sessão sobre “Como construir um movimento”.

Debriefing é um método coletivo de, pouco depois uma ação ou evento, rever os acontecimentos, recolher experiências, partilhar emoções sentidas antes durante e pós os acontecimentos, e partilhar e refletir aprendizagens.

Descrição das sessões

  • Plenário de Abertura

Vamos abrir o acampamento com um plenário. Entre outras coisas, vamos lembrar-nos o que nos trouxe até aqui. Vamos apresentar as equipas, e explicar como nos vamos organizar durante o acampamento. O programa para os dias seguintes será apresentado, e as equipas de Logística e Manutenção vai dar indicações importantes. Para além disso, a equipa de Cuidados vai apresentar a Política de Espaço Seguro. Por estas razões é importante tentares presente neste plenário.

  • Festa de Abertura

No primeiro dia não podia deixar de haver uma festa, aberta para a população local, para celebrar o início do acampamento e dar as boas-vindas a todas as pessoas ao Acampamento 1.5, a Melides e ao Litoral Alentejano! Vamos ter o prazer de contar com a atuação do Gabriel Pepe.

  • Capitalismo e Clima

Num acampamento de ação contra o capitalismo fóssil e pela justiça climática não podemos deixar de ter uma sessão para explorar a ligação entre o sistema capitalista e a crise climática. Vamos falar sobre como o sistema capitalista produz injustiças estruturais que o impedem de resolver a crise climática, muito menos fazê-lo de forma justa. Vamos falar de soluções falsas e da necessidade de uma mudança sistémica.

  • Introdução à Desobediência civil

Nesta oficina, vamos primeiro contar a história da desobediência civil como uma ferramenta estratégica nos movimentos sociais. Depois, vamos introduzir e praticar algumas táticas que utilizamos nas ações diretas não-violentas.

Para além das formadoras do Fermento, vamos ter um formador das ações da Ende Gelände connosco. Vai ser uma formação de formação para nós também.

  • Visões, Alternativas e Caminhos: Sessões Temáticas

Sessões temáticas onde queremos discutir visões de alternativas para o futuro, e de caminhos para lá chegar. Durante duas horas, vamos ter várias sessões a acontecer em simultâneo e as participantes serão convidadas a “visitar” várias “estações” temáticas. Estas são:

  • Sistemas Alimentares São e Justos – Gaia Alentejo e Juntos pelo Sudoeste
  • Justiça Global – por SOS Racismo e Humans Before Borders
  • Água – por Geota e Protejo e Tamera
  • Modelos económicos mais justos e sustentáveis – por Circular Economy Portugal
  • Justiça Global – por SOS Racismo e Humans Before Borders
  • Ecofeminismo – Climáximo
  • Anti-especismo como ferramenta para descolonizar o pensamento – por PATAV e FALA

  • Plenário Impactos e Testemunhos

Nesta sessão vamos ouvir os testemunhos sobre os impactos do sistema capitalista, sobre forma dos vários setores económicos, na vida dos trabalhadores, comunidades e recursos naturais. 

Contaremos com a presença de:

  • Fátima Mourão – Membro da Associação Amigos dos Fortes e residente na aldeia Fortes, em Ferreira do Alentejo, onde a comunidade é afetada pela poluição causada por uma unidade de processamento de bagaço de azeitona.
  • Filipe Gonçalves – Estivador do Porto de Sines
  • Sindicato das Indústrias, Energias, Serviços e Águas de Portugal (SIEAP)
  • Trabalhadora migrante no setor agrícola (nome a confirmar)
  • Dunas Livres – Um movimento de cidadãos pela preservação das dunas da orla costeira Tróia e Sines

No final do plenário vamos brevemente apresentar a ação de dia 9, onde voltaremos à refinaria, para explicar as várias “facetas” desta ação e as várias formas de envolvimento.

  • Sociodrama

Nesta sessão vamos explorar o conceito de Justiça Climática com recurso à dramatização de notícias da comunicação social que retratam casos reais de injustiça. Usaremos o método do sociodrama, que permite colocar-se no lugar da outra pessoa, ver o que não é dito e experimentar a situação ideal desejada para melhor compreender a realidade e planear a ação necessária.

Esta sessão terá seguimento no dia seguinte na sessão “Vem montar a tua ação”Em conjunto constituem a Oficina para uma Ação Criativa Não-violenta dinamizada pelo GAIA, que tem com objetivo construir uma ação de rua a ter lugar durante a manifestação. A oficina tem a finalidade de iniciar pessoas que nunca participaram em ações de rua. Nem toda a gente da oficina precisa de participar na ação em si, se não o quiser, podendo, no entanto participar na sua preparação e no apoio logístico no local.

  • Formação de Ação: Grupos de Afinidade

Em ações de desobediência civil com muitas pessoas, as experiências do passado mostraram que precisamos de criar grupos de afinidade para cuidar umas das outras. Vamos organizar a Ação 1.5 também com esta ferramenta.

Nesta oficina, vamos formar grupo de 4-6 pessoas para participarem juntas na ação.

Mais informações sobre grupos de afinidade: https://www.fermento-pt.org/checklist-para-grupos-de-afinidade/

  • Formação de Ação: Ensaios e Briefing legal

Nesta segunda fase da formação de ação, vamos aprender e praticar a tática da Ação 1.5, para focar a nossa ação nos verdadeiros objetivos e numa abordagem não-violenta.

Todas as pessoas que querem participar na ação de desobediência civil devem participar nesta formação.

Para além disso, nesta sessão vamos ter um briefing legal dado pela equipa legal para esclarecer os riscos legais desta ação e preparar as participantes para reduzir estes riscos.

  • Vem montar a tua ação

Nesta sessão vamos montar uma ação de rua a ter lugar durante a manifestação na tarde de sábado, em Sines. Contaremos com a criatividade das pessoas presentes e das cenas criadas na parte 1, com uma parte dedicada a ensaios e à preparação dos materiais. A participação na ação pode ser na frente ou como apoio na retaguarda.

Esta sessão vem no seguimento da sessão de “Sociodrama” do dia anterior. Em conjunto constituem a Oficina para uma Ação Criativa Não-violenta dinamizada pelo GAIA, que tem com objetivo construir uma ação de rua a ter lugar durante a manifestação. A oficina tem a finalidade de iniciar pessoas que nunca participaram em ações de rua. Nem toda a gente da oficina precisa de participar na ação em si se não o quiser. Podem, no entanto, participar na sua preparação e no apoio logístico no local. 

  • Sessões de Materiais

Nesta sessão, o espaço artivista contará com a ajuda de voluntárias para ajudarem as participantes a preparar materiais para as ações do dia seguinte. Aqui encontrarás alguns materias artísticos disponíveis para serem usados, e certamente muita criatividade.

  • Plenário de Ação: Por 1.5 ºC

Neste Plenário vamos falar sobre o dia de ação, sobre o consenso de água e as reivindicações, sobre o que nos traz de volta à Refinaria de Sines e o que nos vai levar até ao Porto de Sines. 

Vamos ouvir sobre o Estudo de Caso de Sines, que têm sido desenvolvido ao longo dos últimos meses, estudando como executar uma Transição Energética Justa nesta região, e que vai ser apresentado pela primeira vez em público neste Acampamento. 

Para além disso, a equipa legal vai fazer um briefing legal sobre a ação, e responder a perguntas que possam surgir.

  • Ação 1.5

A refinaria da Galp em Sines é a infraestrutura com mais emissões de gases com efeito de estufa em Portugal, para a qual não existe ainda um plano de encerramento. Reivindicamos uma transição energética justa e rápida, guiada pela ciência climática, dirigida para justiça social e liderada pelos trabalhadores e pela comunidade local, e que responsabilize financeiramente a Galp e os seus acionistas pelos custos da transição.

O falhanço na resposta dos governos e instituições, força-nos a, mais que organizar um protesto, organizar uma ação direta de desobediência civil que interrompa o normal funcionamento da Refinaria. No dia 9 de Julho de 2022, partiremos da Barbuda até à Refinaria da Galp em Sines, onde vamos, de forma diversa e criativa, bloquear esta infraestrutura fóssil.

A nossa ação não é contra as pessoas cujas vidas possam ser por ela afetadas de alguma forma, nem é dirigida à polícia ou aos trabalhadores. A nossa ação é contra a injustiça climática e o capitalismo fóssil, e dirigida a uma infraestrutura que alimenta este sistema de exploração e opressão.

Sabe mais sobre a ação aqui

  • Manifestação: “Por 1.5 ºC, Fim ao Capitalismo”

Dia 9 de Julho, às 15h30, vamos nos concentrar no Jardim da República, em Sines, e vamos marchar em conjunto até ao Porto de Sines. Aqui iremos falar e debater sobre uma transição justa para Sines e como arrancar as raízes do capitalismo. Junta-te a nós!

Por 1.5 ºC. Por uma transição justa, liderada pelos trabalhadores e comunidades, que responda às necessidades reais das pessoas. Por uma sociedade com cuidado e vida no centro.

  • Arraial de Encerramento

Depois de um dia de emoções fortes na rua, voltamos ao recinto do acampamento em Melides, e abriremos as portas para celebrar o facto de estarmos juntas na luta por Justiça Climática, e por uma economia com as pessoas e a vida no centro. 

Teremos o prazer de receber o Grupo de Música Popular Falta Um, que nos vai alegrar com música tradicional alentejana e Munay que se entrega na sua nobre missão de unir a família humana através da mistura de tradicionais sons de todo o planeta e imagens de sua Fauna e Flora.

  • Plenário Final: Debriefing e Próximos Passos

No Plenário Final vamos fazer um wrap-up do dia de ação e manifestação e vamos fazer um debriefing dos acontecimentos em grupos de afinidade e através de exercícios. No final haverá tempo para falar e propor próximos passos para o movimento pela Justiça Climática em Portugal e no Litoral Alentejano.

Debriefing é um método coletivo de, pouco depois uma ação ou evento, rever os acontecimentos, recolher experiências, partilhar emoções sentidas antes durante e pós os acontecimentos, e partilhar e refletir aprendizagens.
  • Como construir o movimento

Esta formação para organizadoras explica como podemos fazer crescer o movimento e a nossa organização: como podemos criar momento, como podemos consolidar a nossa aprendizagem e integrar as novas experiências e pessoas.

Programa do Espaço Criança/Vanessa Nakate

Tenda do Espaço Vanessa Nakate gentilmente cedida pelo Circo Vagamundo, que estará presente com várias actividades divertidas.

Quando chegar para participar na Ação?

Idealmente deves chegar na quarta-feira (dia 6), quando começa o acampamento, mas entendemos que isto não é possível para todas as pessoas.

Se queres fazer parte da ação, e não tens experiência com ações diretas de desobediência civil deves estar no acampamento na quarta-feira (dia 6) para participares na formação de “Introdução à desobediência civil”, dia 7 de manhã.

Se queres fazer desobediência civil e já tiveste esta formação anteriormente deves chegar o mais tardar na quinta-feira à tarde, para estares no Plenário de dia 7, onde vamos explicar o que vai acontecer e como te podes envolver na ação, e deves participar nas formações de ação que acontecem na sexta-feira ao longo do dia.

Se chegares apenas sexta-feira podes ainda juntar-te â ação de dia 9, mas não poderás fazer desobediência civil.

Contudo, nós só podemos fornecer transportes a partir de Grândola na quarta-feira (dia 6) e sexta-feira (dia 8). Os horários terão em conta os comboios que cheguem a Grândola. A informação concreta dos horários será enviada no kit de boas-vindas que receberás após a inscrição.

aqui a Leonor e o João a explicarem quando e como chegar ao Acampamento 1.5 e algumas coisas que deves trazer contigo.

Mapa

Para conheceres um pouco sobre as personalidades que dão nome aos vários espaços do Acampamento 1.5, clica aqui.

Estrutura organizativa

Orçamento transparente

CUSTOS – PROJEÇÃO INICIAL:

Comida (para 400 pessoas) – 12 800€
Duches – 800€
Sombras, cadeiras, mantas – 2 800€
Autocarros – 3 000€
Comunicação – 2 000€
Contabilista – 150€
Viagens e estadia – 1 000€
TOTAL: 22 550€

ENTRADA DE FUNDOS:

Guerrilla Foundation – 9 000€
Lush Portugal, charity pot – 2 000€
Het Actiefonds – 750€
Pagamento de refeições – (a apurar)
Donativos em eventos – (a apurar)
TOTAL: 11 750€


Formações, treinos, acções, debates, convívio e mais.
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