Acordo dos Povos pelo Clima

O Acordo dos Povos pelo Clima foi lançado em 2020 durante a Cimeira dos Povos “From the Ground Up” em Glasgow, quando os governos adiaram a COP-26.

O Acordo tem como propósito tomar a iniciativa que os governos e instituições internacionais não tomaram, ao criar uma ferramenta alternativa para ação e articulação do movimento pela justiça climática.

Novidades do Acordo dos Povos pelo Clima



Visita o site do Acordo dos Povos pelo Clima, aqui.


Iniciativas Internacionais em Destaque


The Great Climate Justice Caravan
(2022)

Its time to hit the road.

We will march through valleys and mountains, to directly connect with communities stricken by the climate crisis in its many aspects – from droughts, foods, forest fires, sea level rise, biodiversity collapse, water degradation, to conficts and migration – and to confront the makers of this existential crisis.


Em Portugal: Caravana pela Justiça Climática

Entre 2 a 16 de Abril de 2022 fomos mais de 120 pessoas a participar na Caravana pela Justiça Climática!

Ao todo foram percorridos 400 km em Portugal, a pé e de comboio. Atravessamos as localidades na zona centro mais afetadas pela desertificação – desde incêndios à seca e falta de água -, criando pontes com quem lá vive.


Collapse Total
(2021)

For more than half a century, governments, investors and executives of corporations like Total have been fully aware of the consequences of their decisions on widespread biodiversity loss and the destruction of all forms of life. 50 years of scientific reports and citizen mobilization; 50 years of broken promises; disinformation, greenwashing, lobbying. Among others, Total is one of the key actors in this destruction. Whilst humanity is reaching the limits of its own planet, they refuse to change.


Em Portugal: Vamos Juntas

A COP26 foi o último suspiro das instituições para evitar colapso total. A esperança reside nas ruas e num movimento que entenda de uma vez por todas que ninguém vai travar o colapso total por nós, e que nós somos aquelas de quem estávamos à espera.

É preciso menos emissões, uma transição justa e democracia energética.

Em Novembro de 2021 mais de 100 pessoas bloquearam a Refinaria da Galp em Sines durante várias horas.



Relatório: Drill Baby Drill
(2021)

O Relatório Drill Baby, Drill expõe os planos de 816 novos poços de petróleo e gás a acontecerem desde agora até ao final de 2022 em 76 países. Destes mais de 500 poços irão acontecer na Austrália, Rússia, México, Indonésia, EUA, Noruega, Reino Unido, Brasil e Myanmar. As principais empresas envolvidas são a ENI, Petronas, Shell, Equinor, Total, Pemex, PTTEP, BP, Pertamina e Chevron.

O relatório expõe igualmente uma lista de 184 poços concluídos durante 2021 até à data, incluindo 36 perfurados na China, e dezenas na Turquia, Rússia, Noruega, Indonésia, México, Paquistão, Austrália, Egipto, Guiana e EUA, com investimentos de milhares de milhões de dólares.

Drill, Baby, Drill ilustra assim a contradição flagrante entre a propaganda climática nas negociações da COP26 e a terrível verdade de que os governos e as empresas não só não estão a cortar emissões como ainda promovem um maior aumento das emissões.


Lançamento do Acordo
(2020)

A proposta do Acordo de Glasgow foi apresentada pela primeira vez no encontro do By2020WeRiseUp em Bruxelas no início de Março de 2020. Activistas de várias organizações e movimentos por todo o mundo foram consultados para a escrita e o texto do acordo foi oficialmente fechado numa cerimónia simbólica de assinatura em Novembro de 2020.

Fundamentalmente temos 5 temas principais no texto:

  • Assumimos uma responsabilidade colectiva para fazer os cortes necessários às emissões de gases de efeito de estufa, visto que a negociação com governos durante décadas falhou.
  • Que estes cortes serão feitos com justiça climática como conceito base.
  • A nossa tática principal será a desobediência civil.
  • Portugal e os países do norte global têm uma responsabilidade histórica para com sul global.
  • Para atingirmos os nossos objetivos iremos formar inventários territoriais e descentralizados das infraestruturas diretamente culpadas pelas emissões de GEE, e através desses inventários criaremos uma agenda climática de ação.

Em Portugal: Inventário das Emissões

Até agora, só tínhamos uma “fotografia de satélite” das emissões. Faltava-nos detalhe e um mapa claro do que se passa no terreno.

O Climáximo e a Greve Climática Estudantil construíram o primeiro inventário de emissões de Portugal, mapeando mais de 200 infraestruturas – com dados concretos sobre quanto emitem, onde estão e quem detém cada infraestrutura – e listando os novos projectos em Portugal que ameaçam aumentar emissões.



Mais informações sobre o Acordo dos Povos pelo Clima

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