Acordo de Glasgow

O Acordo de Glasgow tem como propósito tomar a iniciativa que os governos e instituições internacionais não tomaram, ao criar uma ferramenta alternativa para ação e articulação do movimento pela justiça climática.

Para novidades sobre a campanha, vê aqui.

Visita o site do Acordo de Glasgow aqui.


O que é o Acordo de Glasgow? 

Até agora, o movimento climático em geral tem se focado principalmente em pressionar os governos para que estes tomem ação, ou em promover acordos internacionais mais fortes dentro da estrutura da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC). Contudo, as emissões continuam a aumentar.

Por isso, o Acordo de Glasgow tem a intenção de que a sociedade civil proponha o seu próprio plano de ação, e não espere mais que os governos e instituições internacionais tomem iniciativa, porque reconhecemos que falharam. Pretendemos usar várias estratégias, incluindo a desobediência civil, de forma a atingir os cortes de emissões necessários para evitar um aumento da temperatura média global de 1.5ºC até 2100, o limite exigido pela ciência. 

Para tal, será produzido um inventário que fornecerá uma lista dos principais emissores dentro do território de cada estado (ou região, se for mais fácil), com foco em infraestruturas, sectores, e empresas específicas. Com base nos inventários, as organizações do Acordo de Glasgow desenvolverão prioridades para o corte de emissões, isto é, listarão as infraestruturas na sua área que devem ser encerradas, com recurso a diferentes estratégias. Este inventário terá em consideração as condições históricas e políticas específicas de cada país, e o nível de corte de emissões necessário será analisado com base numa perspetiva de partilha justa”, de acordo com responsabilidades históricas.

O texto do acordo será oficialmente fechado numa cerimónia simbólica de assinatura em novembro de 2020.

Qual é o texto do Acordo? 

A proposta do Acordo de Glasgow foi apresentada pela primeira vez no encontro do By2020WeRiseUp em Bruxelas no início de março. Ativistas de várias organizações e movimentos por todo o mundo foram consultados para a escrita do primeiro rascunho até ao sétimo. O texto do Acordo de Glasgow pode ser consulatado no site aqui.

Fundamentalmente temos 5 temas principais no texto:

  • Assumimos uma responsabilidade colectiva para fazer os cortes necessários às emissões de gases de efeito de estufa, visto que a negociação com governos durante décadas falhou.
  • Que estes cortes serão feitos com justiça climática como coceito base.
  • A nossa tática principal será a desobediência civil.
  • Portugal e os países do norte global têm uma responsabilidade histórica para com sul global.
  • Para atingirmos os nossos objetivos iremos formar inventórios territoriais e descentralizados das infraestroturas diretamente culpadas pelas emissões de GEE, e através desses inventórios criaremos uma agenda climática de ação.

Quem se pode juntar ao Acordo de Glasgow?

Qualquer movimento social ou organização, de pequena ou grande escala, regional, nacional, ou internacional pode juntar-se, com exceção de partidos políticos, empresas, e igrejas (grupos religiosos podem juntar-se). Não é necessário que a organização esteja registada legalmente para que possa participar.

Este acordo é feito de organizações, não de indivíduos. Ainda que pessoas individuais possam comprometer-se a ajudar a construir o Acordo de Glasgow, participar nas assembleias, e juntar-se aos grupos de trabalho, não podem fazer propostas políticas, particularmente para o texto do Acordo.

Para te juntares ao processo do Acordo de Glasgow preenche e submete o formulário aqui.

Qual a estrutura do Acordo de Glasgow?

O Acordo de Glasgow não tem uma estrutura fixa, para que seja possível adaptá-lo às várias necessidades e contextos que surgem durante o processo. Os processos de tomada de decisão são articulados entre uma assembleia e vários grupos de trabalho, e as seguintes diretrizes de trabalho devem ser respeitadas:

i. Decisões tomadas devem ser consensuais;

ii. O Processo deve ser inclusivo e respeitoso;

iii. A abordagem deve ser descentralizada;

iv. A assembleia é o único espaço legítimo para decisões políticas;

v. A assembleia é um corpo soberano;

vi. Apenas organizações comprometidas na construção do Acordo de Glasgow podem enviar propostas para o texto do acordo.

Webinars introdutórios

Todas as quartas-feiras às 15h há webinars em inglês de introdução ao Acordo Glasgow. Os webinars acontecem no Zoom:

ID da reunião: 370 258 8310 (zoom.us/j/3702588310)

Junta-te e convida outras organizações que lutam por justiça climática e social!


Redes Sociais 

 

 

 

Vê a agenda do Acordo de Glasgow abaixo.

 


 

Instagram
Vimeo
RSS
Flickr