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Resposta comunitária a catástrofes in Durban, África do Sul

Em abril de 2022, chuvas fortes no sudeste da África do Sul causaram inundações sem precendentes e resultaram em 544 mortes. Mais de 7 mil casas foram destruídas, mais de 40 mil pessoas foram deslocadas e os danos económicos foram estimados por volta de 8 mil milhões de dólares (ou seja 2% do PIB da África do Sul desaparecido em dois dias).

A precipitação na zona já se duplicou desde a revolução industrial (ou seja, duplicou por causa de 1.3ºC de aquecimento) e vai duplicar-se de novo no cenário de 2ºC de aquecimento. Em outras palavras, a luta para travar o aquecimento global debaixo de 1.5ºC é uma luta contra o colapso para as pessoas que vivem na cidade de Durban.

Por isso, várias organizações de sociedade civil (comunidades, organizações de bairros, ONGs) juntaram-se para criar a Durban Coalition. A coligação preparou um plano de base pela habitação no contexto da crise climática (People’s Plan to the Right to Housing in the Age of Climate Change) que depois foi adoptado pelo governo local.

Como um passo complementar, a Durban Coalition organizou, no passado 5 de agosto, uma partilha de experiências sobre resposta comunitária a catástrofes “Community-led Disaster Management and Climate Change”. Este evento juntou membros das comunidades, organizações de sociedade civil, centros de investigação, e representantes da câmara municipal.

Ouvimos as respostas que as comunidades implementaram e os sistemas de gestão de desastres desenvolvidos pelas investigadoras. Discutimos as capacidades necessárias para fortalecer a resposta comunitária.

As inundações de abril de 2022 em Durban são a nossa história a ser contada. Com o colapso climático, os catástrofes vão ficar ingeríveis. Por isso mesmo, desmantelar a indústria fóssil e responsabilizar as empresas e os seus acionistas pelos danos é uma tarefa urgente para hoje.

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