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Vamos aos Soulèvements de la Terre em França, em julho! | 19 a 20 Jul

De 16 a 21 de Julho vamos estar em Poitou, em França. Enquanto os olhos do mundo inteiro estarão voltados para os Jogos Olímpicos de Paris, vamos unir forças para garantir que a água é finalmente protegida, em França e em todo o lado.
Vamos preparar-nos para ir em massa ao Marais Poitevin (zona pantanosa ameaçada, chamada localmente por Veneza Verde) e às zonas agrícolas esgotadas de Poitou, bem como às terras que permanecem férteis.

O movimento francês Les Soulèvements de la Terre (Os Levantamentos da Terra ou As Revoltas da Terra) reúne ativistas climáticos, agricultores, sindicalistas, grupos anticapitalistas autónomos, bem como pessoas envolvidas em lutas territoriais locais, ZADs (“zone à défendre”: ocupações que bloqueiam o avanço de projetos) e outros territórios ocupados.

O movimento surgiu em janeiro de 2021, com base na perceção de que apenas uma mudança radical – uma revolta genuína – pode colocar um travão na crise climática e pôr fim à pilhagem capitalista do nosso ambiente e fontes de vida.
Os objetivos dos Levantamentos da Terra era realizar ações diretas coletivas e construir uma rede de lutas locais, ao mesmo tempo em que promoviam um movimento de resistência, redistribuição de terras e construção de propriedades comuns a grande escala. Podes ler mais na revista Outras Economias, publicada pelo Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral – CIDAC.

A luta contra as “megabacias” (iniciada pela Bassines Non Merci contra os enormes reservatórios de água, que visam privatizar esse recurso vital com o objetivo de manter um modelo agroindustrial tóxico) tornou-se emblemática e foi acompanhada por uma série de ações de protesto, bem como pela sabotagem das infraestruturas em contexto de seca severa.
Durante a ação de massas de março de 2023, contra a construção de uma megabacia em Sainte-Soline, que mobilizou mais de 25 mil pessoas, o Estado entrou em guerra contra aqueles que lutavam pela água e enviou 3500 polícias armados que atacaram com mais de 5000 granadas, ferindo mais de 200 ativistas.

Apesar dos veredictos dos tribunais sobre a inadequação das megabacias às alterações climáticas, apesar da raiva que cresce à medida que cada vez maiores quantidades de água são utilizadas para manter um modelo agroindustrial devastador, apesar das mobilizações cheias de esperança (em números que aumentaram dez vezes mais nos últimos 3 anos!), apesar da frente comum face à repressão, apesar das várias megabacias já canceladas e das vedações que continuam a cair, eles continuam e não vão parar.
Dois novos projetos começaram este outono, e outros foram anunciados.

Dado que o governo francês e as empresas não vão parar esta guerra, cabe-nos a nós fazê-lo.
Por isso, este verão, vamos reunir-nos ainda em maior número, entre agricultores, ativistas e habitantes rurais e urbanos de todas as idades e locais, vamos reinventar formas de marchar e de nos protegermos, e de nos espalharmos engenhosamente pelo campo para pôr fim aos megaprojetos de retenção de água.

No Bassaran! Os dias de manifestação (19 e 20 de julho) serão precedidos por um acampamento de vários dias com encontros entre movimentos de todo o mundo, workshops, formações e festejos: a Aldeia da Água (começa a 16 de julho).

Queres vir connosco ou queres mais informações? Envia-nos um email.

Sabe mais aqui.

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