O dia 9 de Março é o dia da tomada de posse do novo Presidente da República, com mandato até 2031 em Portugal. Perante a destruição da bomba “kristin”, a mais recente demonstração que a crise climática está aqui, agora e é devastadora, este presidente não tem qualquer plano de garantir a nossa sobrevivência. Assim, neste dia, 9 de Março, vamos deixar claro que não seremos governáveis por quem quer vender o nosso vida!
Depois de mais de 5 anos de manifestações, protestos e ações por estudantes de todas as idades para que os políticos não destruam as condições para existir vida, os poderes políticos a todos os níveis – autarquias, governo e agora presidência -, deixaram claro a sua escolha: vender a nossa vida à indústria fóssil. Perante um governo que está a condenar a vida de todos – a destruir todos os serviços básicos e as condições para a existência de Vida –, o Presidente tem o dever e obrigação de agir, e não permitir que continue em funções um governo que está a vender a vida de todos nós, para enriquecer os seus amigos. Não cumprir com este dever é não ter legitimidade para governar.
Assistimos não só nos nossos telefones mas em nosso redor em carne e osso as catástrofes climáticas que deixam escolas e hospitais destruídos e centenas de famílias deslocadas; à ascensão do fascismo, do imperialismo fóssil e das políticas de ódio; à destruição dos serviços básicos de saúde, educação e acesso a comida. Quem nos governa tem as suas mãos imundas de sangue, não tem vergonha na cara e continuam a fazer planos para piorar a emergência climática em que vivemos e em que já vemos milhares de pessoas a morrer todos os anos. Neste momento, a exigência “fim ao fóssil até 2030” é uma medida existencial – só assim podemos garantir que as condições de vida não sejam destruídas. Isto ainda é possível técnica e socialmente e é possível fazê-lo de forma justa e tendo as pessoas no centro. O plano deles contudo, é destruir tudo: aumentar as emissões dos combustíveis fósseis, extrair mais minérios, vender mais territórios, desalojar mais pessoas, desmantelar mais hospitais e garantir mais catástrofes. Se não os pararmos, estamos a deixar que nos condenem a um mundo de catástrofes, fomes e secas, condenados a ver tudo o que amamos arder.
O que aconteceu em Leiria e no centro de Portugal não é normal. Não deixamos que isto se torne o normal. Por isso, no dia 9 de Março, estudantes vão fazer greve às aulas e vão juntar-se a jovens, trabalhadores e reformados numa concentração em frente ao palácio de Belém, pelas 18h30, em assembleia popular. Levamos a nossa voz através de cartazes e cânticos garantindo que não somos ignorados, e que todos os detentores de poder político em Portugal, e principalmente o presidente que entra em funções, sabem que não são só os estudantes, mas toda a sociedade não consentem que continuem a vender o nossa vida à indústria fóssil. Enquanto eles estão a celebrar a tomada de posse de mais um político que ignora, espezinha e destrói, nós vamos organizarmo-nos e construir poder, para garantir um futuro justo para todas as pessoas!
Neste momento todos têm uma escolha a fazer: vais ficar a ver tudo o que amas ser destruído, ou vais juntar-te a nós para construir o poder para os parar?
Organizado pela Greve Climática Estudantil e pelo Climáximo

