O Climáximo esteve presente nos II Encontro Ecossocialista Latino-americano e Caribenho, que aconteceram de 8 a 11 de Novembro em Belém do Pará, no Brasil.
Durante os quatro dias, centenas de ativistas, militantes, indígenas, e representantes de comunidades estiveram reunidos para discutir o ecossocialismo não só como a nossa visão para um mundo melhor pós-capitalista, mas também como estratégia de enfrentamento ao extrativismo, ao espólio, e aos ataques da guerra que os governos e as empresas declaram aos povos do mundo e ao planeta.
No primeiro dia, fizemos uma análise de conjuntura onde se apontou o aumento do assassinato a lideranças no Brasil, bem como os poucos avanços do governo Lula na defesa dos povos indígenas e dos seus territórios. A par com isso, companheiros da Colômbia sublinharam o fracasso do progressismo a puxar o travão de mão no colapso climático – evidente nos novos projetos de exploração de petróleo na Amazônia aprovados por Lula.
No segundo dia, assistimos ao lançamento da plataforma Pueblos Contra el Extractivismo, no contexto de um extrativismo cada vez mais agressivo (em particular no Sul Global) relacionado com a crescente militarização e com a digitalização. Além disso, sublinhou-se a escalamento das agressões imperialistas dos Estados Unidos à América Latina e a outros povos.
No terceiro dia, ouvimos no painel de extrativismos companheiros do Togo a relatar o avanço da exploração de petróleo e gás no continente africano. No painel de povos indígenas, foi reafirmada a nossa recusa em participar na COP30 e nos processos institucionais que apenas têm piorado a situação dos povos. À tarde, os companheiros da campanha @fueramekorot deram a conhecer a sua luta na Argentina contra a Mekorot, a empresa de águas israelita que é tanto cúmplice no apartheid na Palestina quanto na privatização do bem comum que é a água em território argentino.
No último dia, interviemos no painel “Diálogos entre a América Latina e a Europa: estratégia ecossocialista internacionalista e intercontinental”. Lá, reafirmamos o combate à indústria fóssil como a espinha dorsal do que deve ser uma estratégia ecossocialista intercontinental.
Como próximos passos saíram:
- os VII Encontros Internacionais Ecossocialistas em 2026 na Bélgica
- a realização do Seminário Ecossocialista no Brasil, no âmbito do Encontro Internacional Antifascista
- a realização dos III Encontro Ecossocialista Latino-americano e Caribenho em 2027 na Colômbia
O Climáximo é um coletivo internacionalista e acreditamos profundamente que só com estratégias comuns e solidariedade global poderemos vencer a crise climática. O Encontro em Belém permitiu o fortalecimento de laços com coletivos e processos de outras latitudes, contribuindo para uma maior aproximação e para um passo em frente na construção comum do ecossocialismo como visão e como estratégia para deter a barbárie.
Viva os povos do mundo, unidos em solidariedade e em luta contra o imperialismo, o extrativismo e o capitalismo!

