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“Para a Galp e a Família Amorim vão milhões, para nós inundações e furacões” – Climáximo faz ação na sede da Galp

Fachada da GALP coberta com cartazes “à procura” da família mais rica de Portugal, acionista principal e “responsável por 1 em cada 5 mortes no mundo”.

Nesta manhã, dia em que a Galp lança os lucros dos últimos meses, várias apoiantes da Climáximo colaram na fachada da Galp cartazes onde se pode ler “Procura-se a criminosa família Amorim pelo assassinato por calor extremo de 50 mil pessoas na Europa só este Verão, e por deslocar e condenar à morte milhares de pessoas”, “governo português ao novo tribunal de Nuremberga por crimes contra a Humanidade”, e “Eles enchem os bolsos, nós ficamos com os destroços”.

A família Amorim, a família mais rica de Portugal, detém uma boa parte da participação na GALP, sendo Paula Amorim a presidente do Conselho de Administração desta empresa. O governo português é o segundo acionista mais relevante. Matilde, estudante de mestrado e porta-voz deste protesto, afirma que “os donos disto tudo enchem os bolsos com fortunas milionárias à custa das nossas vidas. Sabem que estão a levar-nos ao colapso social e climático e atiram-nos areia para os olhos enquanto constroem os seus bunkers. Isto não é normal. A Paula Amorim está a assassinar milhares de pessoas. O governo tem sangue nas mãos. Nós, as pessoas comuns, temos de parar isto, já!”.

O negócio dos combustíveis fósseis, levado a cabo por empresas como a GALP e com o aval dos governos, é a principal causa das catástrofes climáticas – incêndios, cheias, furacões, tempestades – a que temos assistido e que têm destruído a vida de milhares de pessoas. De acordo com um estudo da Universidade de Harvard de 2021, 1 a cada 5 mortes a nível global são provocadas pela queima de combustíveis fósseis. Matilde acrescenta que “A GALP tem de ser desmantelada, e o dinheiro que fez com a destruição – tal como o dos acionistas ultra-ricos e da família Amorim – tem de ser utilizado para garantir uma transição energética justa”.

O coletivo Climáximo convida todas as pessoas—”trabalhadores, estudantes, mães, pais, filhos, precários, desempregadas, avós, netos”— a participarem na ação de resistência civil em massa “Parar Enquanto Podemos” no dia 23 de novembro, altura em que estarão a ser fechadas as discussões na Conferência das Nações Unidas pelo Clima (COP29) assim como do Orçamento de Estado (OE), em Portugal. Na convocatória, o coletivo afirma que “dia 23 de novembro não pode ser um sábado normal em que agimos como se estivesse tudo bem, quando estamos em risco de perder tudo.”

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