Três ativistas do Climáximo são hoje levadas a tribunal, no mesmo dia que pararam uma estrada no Museu de História Natural. Acusadas de crime contra a paz pública, rejeitam a “falsa paz dos culpados pela crise climática”.
Após o bloqueio da estrada em frente do Museu de História Natural, três ativistas do Climáximo serão hoje presentes a tribunal, acusadas de crime contra a paz pública.
Leonor Canadas, agrónoma e uma das arguidas, questiona a origem das acusações: “Não vivemos em paz social.
Há muito que o governo e grandes empresas emissoras sabem da destruição da crise climática, e continuam a subsidiar todos os dias infraestruturas que matam.
Já não vivemos em paz, porque eles declararam guerra contra as pessoas e o planeta.
Temos precisamente de quebrar a falsa sensação de paz para agir.”
A porta-voz questiona ainda “Quem garantiu os incêndios e cheias cada vez mais extremos que vivemos todos os anos?
Quem matou milhares de pessoas em ondas de calor?
As apoiantes do Climáximo são pacíficas.
Quem realmente quebra a paz social?”
O coletivo apela ao direito que os portugueses têm de resistir face à crise climática, ao “resistir, e quebrar a falsa sensação de paz que nos vendem”.
