Skip links

Concentração convocada pelo movimento “Fim ao Fóssil” juntou estudantes, professores, artistas e coletivos para “lutar por um presente e futuro justo”

Vários estudantes marcharam de várias escolas até ao Campo Pequeno, onde se juntou uma concentração com cerca de uma centena pessoas

Encerrou hoje uma “semana de ações” convocada pelo Climáximo e pela Greve Climática Estudantil no âmbito do movimento “Fim ao Fóssil”,com o apelo de “transformar o luto das notícias catastróficas atuais” em “luta pelo futuro, pelo clima, pela paz, pela saúde, pela habitação”.

Esta tarde, e após uma semana de ações de “luta pelo futuro”, várias dezenas de estudantes marcharam das escolas António Arroio, Liceu Camões, e Vergílio Ferreira por várias avenidas na cidade de Lisboa em direção à sede do governo, no Campo Pequeno. Durante a marcha, os estudantes ocuparam a Av Almirante Reis por meia hora e a rotunda do Areeiro por mais de uma hora com discursos, jogos e palavras de ordem como ” Livro-me de armas, armo-me de livros” ou “fim ao fóssil até 2030”.

Seguiu-se depois uma concentração que contou com com concertos, uma assembleia popular, e palavras de ordem. Assinalou-se ainda a Nakba palestiniana como uma “catástrofe para a Humanidade que continua até hoje e que não podemos aceitar”.

De acordo com Sara Gaspar porta-voz do Climáximo, “as notícias não dão tréguas e os ataques às nossas vidas diárias não páram: as guerras iniciadas por impérios sedentos de petróleo fazem milhares de vítimas inocentes, o genocídio na Palestina continua, enquanto que por cá os preços aumentam, o governo ataca as leis laborais, e os jovens são incentivados a irem para a guerra em nome de uma “democracia”. A tudo isto soma-se a crise climática, que já provocou este ano milhares de mortos e cuja intensidade será apenas aumentada com os conflitos. Eles – os governos, as empresas petrolíferas e de armamento – somam lucros. Nós – as pessoas comuns de todo o mundo – sofremos os impactos. É hora de transformarmos a raiva, impotência e frustração que todos sentimos quando vemos as notícias em luta e ação conjunta para desmantelar este sistema e construir o mundo justo e solidário que queremos”.

José Borges, porta-voz da Greve Climática Estudantil e estudante no Liceu Camões, afirma: “hoje, unimo-nos a muitas dezenas de outros estudantes de várias escolas de Lisboa para encerrar uma semana de luta pelo futuro. Para conseguirmos travar a barbárie e colapso, precisamos do fim aos combustíveis fósseis até 2030 e de transformar este sistema para construir a paz, a justiça e a solidariedade entre povos. Não seremos carne para canhão em guerras que só defendem os interesses das elites. Não aceitaremos viver num mundo destruído pelas petrolíferas. Queremos um futuro, e vamos lutar por ele!”

Como próximos passos anunciados na assembleia, o movimento Fim ao Fóssil apontou para a ida coletiva a várias ações de justiça climática na Europa para fortalecer o movimento “que é internacional”; a reunião introdutória na próxima segunda-feira às 18 horas e uma formação em fim ao fóssil no sábado dia 30 de Maio, aberta a “todos aqueles que querem lutar pelo presente e pelo futuro”; e um acampamento estudantil de “Regresso à Luta” em Setembro. Assinalam ainda que “como sabemos, este Verão será de extremos” e, como tal, estarão nas próximas semanas “repostas rápidas, solidárias e combativas às mais que prováveis ondas de calor e incêndios”, apelando a que quem queira participar “entre em contacto através das redes sociais ou website”.

Leave a comment