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Depois de uma semana de ações, dezenas estudantes do movimento “Fim ao Fóssil” preparam-se para marchar até à sede do governo

Concentração às 18h30 convoca a sociedade a “transformar o luto das notícias catastróficas atuais” em “luta pelo futuro, pelo clima, pela paz, pela saúde, pela habitação”.

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Depois de uma semana de ações de apoiantes do Climáximo, dezenas de estudantes do movimento Fim ao Fóssil, preparam-se hoje para sair das suas escolas e marchar por várias avenidas na cidade de Lisboa em direção à sede do governo, no Campo Pequeno, para uma concentração que desafia a sociedade a “transformar o luto” em “luta pelo futuro”.

A semana de ações começou na segunda-feira, 11 de maio, e contou com 4 ações – na segunda-feira pintaram de vermelho a fachada da empresa da indústria de armamento e “genocida” Thales; terça-feira bloquearam a Av. Gago Coutinho por meia hora com uma faixa onde se vê a A1 destruída pelo comboio de tempestades apelando à sociedade para não ignorar a crise climática e as pessoas atingidas por esta; na quarta-feira foi pintado um mural por profissionais da saúde no Hospital Curry Cabral onde se lê “cuidamos da vida, cuidando do planeta”; e ontem recolheram alimentos e produtos essenciais no Continente saíndo sem pagar e redistribuindo os bens por pessoas que precisam. Hoje, sexta-feira, a semana chega ao fim com uma concentração marcada para as 18h30 em frente à sede do governo, no Campo Pequeno, onde os estudantes de diferentes escolas se juntarão a professores, médicos, investigadores, mães, pais, e outros trabalhadores e apoiantes desta “luta pelo futuro”.

De acordo Sara Gaspar, porta-voz do Climáximo, “as notícias não dão tréguas e os ataques às nossas vidas diárias não páram: as guerras iniciadas por impérios sedentos de petróleo fazem milhares de vítimas inocentes, o genocídio na Palestina continua, enquanto que por cá os preços aumentam, o governo ataca as leis laborais, e os jovens são incentivados a irem para a guerra em nome de uma “democracia”. A tudo isto soma-se a crise climática, que já provocou este ano milhares de mortos e cuja intensidade será apenas aumentada com os conflitos. Eles – os governos, as empresas petrolíferas e de armamento – somam lucros. Nós – as pessoas comuns de todo o mundo – sofremos os impactos. É hora de transformarmos a raiva, impotência e frustração que todos sentimos quando vemos as notícias em luta e ação conjunta para desmantelar este sistema e construir o mundo justo e solidário que queremos”.

José Borges, porta-voz da Greve Climática Estudantil e estudante no Liceu Camões “hoje, unimo-nos a muitas dezenas de outros estudantes de várias escolas de Lisboa para encerrar uma semana de luta pelo futuro. Para conseguirmos travar a barbárie e colapso, precisamos do fim aos combustíveis fósseis até 2030 e de transformar este sistema para construir a paz, a justiça e a solidariedade entre povos. Não seremos carne para canhão em guerras que só defendem os interesses das elites. Não aceitaremos viver num mundo destruído pelas petrolíferas. Queremos um futuro, e vamos lutar por ele!”

Os estudantes irão marchar desde as suas escolas e encontrar-se-ão às 15h na Alameda D. Afonso Henriques para, em conjunto, marcharem até ao local da concentração na sede do Governo (Campo Pequeno). Lá, a concentração terá início às 17h. Haverão concertos de artistas como Primeira Dama e Pip Marinho, uma assembleia de luta para organizar entreajuda a quem é mais atingido pela crise climática e a luta para travar a crise climática, jantar, e a participação de alguns coletivos pela Palestina, uma vez que hoje se assinala o Nakba. Esta concentração é organizada pelo Climáximo e Greve Climática Estudantil e subscrita por uma dezena de organizações.

NOTA INFORMATIVA:

Agenda:
– Manifestação estudantil: concentração às 15H na Alameda
– Concentração em frente ao edifício da CGD, na Rua Arco do Cego, das 17H às 22H, contando com intervenções política às 18H30 e assembleia popular às 19H30.

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