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Rejeitamos um futuro de militarização e de guerra

A guerra iniciada pelo império estadunidense e os genocidas israelitas é a maior prova de que o investimento nas guerras imperialistas é incompatível com um futuro planeta habitável. A guerra imperialista com a sua atual escala de destruição não existe sem combustíveis fósseis e um planeta habitável não existirá sem o fim dos combustíveis fósseis. Ser anti-militarização é ser pelo fim ao fóssil e vice-versa.
 
A guerra contra o Irão é também prova do fosso colossal entre o interesse das elites, cuja riqueza depende de combustíveis fósseis e da indústria da guerra, e as necessidades e interesses da grande maioria das pessoas no planeta. Através da guerra climática ou da lei da bala, empresas petrolíferas, de armamento e grandes tecnológicas mostram-nos a cada dia que estão dispostas a matar milhares de milhões de pessoas, porque é bom para o negócio: controlam mais reservas de petróleo, e testam e vendem mais armamento.
 
Recursos que deviam estar a ser usados para combatermos a crise climática e, assim, melhorarmos a vida da maioria da população global, estão a ser orientados para a destruição da vida. Um caso ilustrativo: a Volkswagen, com o apoio do governo alemão, está a reorientar parte da sua produção para fortalecer a artilharia militar do projeto colonial sionista. A empresa alemã volta às raízes nazis e faz-se parceira de criminosos de guerra. A única moral é a do dinheiro. À crise económica resultante da guerra que ganha força a cada dia, a resposta da União Europeia (UE) é mais investimento na indústria de armamento, roubando investimento não só ao combate necessário à crise climática, como a bens essenciais, nomeadamente alimentação, saúde e habitação.
 
A contribuição das elites capitalistas fósseis para o aprofundamento da crise climática vai assegurar que o que antes era distópico, agora se torna realidade. Os indícios estão à vista: mais investimento em armamento, mais militarização de fronteiras e repressão sobre migrantes, mais guerras por recursos estratégicos e áreas agrícolas. Mais vigilância e repressão de vozes dissonantes sobre o rumo que trilhamos em direção à barbárie. Não existe um mundo em colapso climático sem militarização para controlar as pessoas que fogem dos mísseis e das bombas climáticas, as que lutam por terra e água, e as que resistem a este sistema de morte desde a Palestina a Cuba.
 
E a militarização piora tudo, ainda mais. Nos primeiros 14 dias de guerra foram emitidas cerca de 5 milhões de toneladas de CO2. O Pentágono é a instituição mais poluente do mundo, tendo emitido em 2024 cerca de 178 megatoneladas de CO2. A nível global as emissões militares representam 5,5% de todas as emissões globais, equivalentes às emissões dos 27 países da UE. O genocídio em Gaza, o manual das elites para o resto da humanidade pobre e racializada, levou à emissão de 33 milhões de toneladas de CO2, entre Outubro de 2023 e Abril de 2025.
 
As elites fósseis conduzem-nos ao fascismo e à militarização do fim do mundo. Não teremos o mundo – como o conhecemos – para voltar, se não as pararmos agora. Não podemos deixar o nosso futuro, e o das nossas crianças, nas mãos dos ultrarricos. Se queremos um futuro, travando o colapso climático e social, temos de lutar por ele. Esse futuro precisa de fim ao fóssil até 2030 e de um modelo de sociedade centrado em satisfazer as necessidades de todas as pessoas, através de uma democracia com base no poder popular, de baixo para cima.
 
A luta por esse futuro tem pressa. De 11 a 15 de maio, junta-te à semana de ações pelo fim das guerras e genocídios!

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