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Estudantes Fecham O a Secundária António Arroio Em Protesto Pelo Fim Ao Fóssil 2030

“Estudar para que futuro?”- Ontem e hoje estudantes fecharam as suas escolas para “mostrar à sociedade que o governo lhes está a roubar o futuro pelo qual vão às aulas”. 
 
Na madrugada desta quarta, dezenas de estudantes fecharam a escola secundária António Arroio, em Lisboa, para reivindicar o fim ao uso de combustíveis fósseis em Portugal até 2030. Todos os portões e portas do edifício estão fechadas ou barricadas, e há estudantes presos aos portões. Ontem foi também fechado em protesto o Liceu Camões. 
 
“Estamos aqui porque não temos opção. Sabemos que sem o fim ao fóssil 2030 não vamos ter um futuro. Isto não é uma opinião, não é negociável, é ciência”, afirma Ada Costa, de 15 anos e estudante da António Arroio. “Escrevemos e entregámos no ano passado ao governo uma carta com esta reivindicação. Já fizémos várias marchas e protestos, mas o governo continua a escolher vender o nosso futuro à indústria fóssil”. 
 
Os estudantes contam ainda com o apoio de outros setores da sociedade. Nesta segunda feira, foram lançadas cartas de professores e de profissionais de saúde, com mais de 100 assinaturas iniciais, em solidariedade com os estudantes e a exigir também o Fim aos Combustíveis fósseis até 2030. 
 
“Enquanto estamos aqui hoje, os governos de todos os países estão reunidos na COP 30. Estas COPs já existem desde antes de nós nascermos, e nada saiu de lá.  Tornaram-se um evento de lobby de fósseis, em que os governos fingem querer saber do nosso futuro, enquanto fazem planos para o queimar.” diz Fernanda Pimentel, tambéme studante da António Arroio. “Mas nós não vamos consentir em ser uma geração sem futuro!”
 
Estudantes, professores e profissionais de saúde juntam-se também em apelo a que toda a sociedade participe na marcha deste sábado, intitulada “O Nosso Futuro Não Está à Venda- Fim ao Fóssil 2030”, e que terá inicio às 15h, na Praça Luís de Camões, em Lisboa, para “dizer ao governo que não consentimos que este continue a vender o futuro dos estudantes”. 

 

 

Comunicado pela Greve Climática Estudantil e Climáximo

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