Skip links

“Não seremos governáveis por quem vende a nossa vida” Manifestação e assembleia popular Fim ao Fóssil lançam próximos passos

Hoje mais de 2 centenas de pessoas marcharam em Lisboa na manifestação “o nosso futuro não está à venda”. Este é um protesto organizado pela Greve Climática Estudantil e o Climáximo com uma dezena de outras organizações subscritas, tendo como luta o fim aos combustíveis fósseis até 2030.

No final do protesto realizaram uma assembleia popular com cerca de 100 pessoas em frente da Assembleia da República para organizar como os diferentes sectores da sociedade – estudantes, professores, profissionais da saúde, cultura, mães e cuidadores tal como qualquer outra pessoa trabalhadora, desempregrada ou reformada -, vão lutar “para que as condições à existência da vida não sejam destruídas e para que tenhamos uma vida com bem-estar e sem medo”. 

“Hoje acabou o prazo para o governo se comprometer em nos garantir um futuro” diz José, estudante do Liceu Camões, no discurso final deste protesto. ” Eles fizeram a sua decisão: escolheram continuar a vender o nosso futuro, condenando-nos à morte em nome do lucro da indústria fóssil. Temos de ser nós, os estudantes e o resto da sociedade a pará-los. As cartas pelo Fim ao Fóssil são uma demonstração que há muitas pessoas que não consentem com a destruição das condições de Vida. Porém, só conseguiremos ganhar se nos organizarmos agora e lutarmos lado a lado.” O movimento convoca um protesto para 9 de Março, dia da tomada de posse do novo presidente da república, em vigor até 2030. Afirmam que nesse dia “saímos à rua para deixarmos claro que não seremos governáveis por nenhum governo nem por um presidente que não garantam a vida e o futuro das gerações atuais.”

Adicionalmente os estudantes responderam também à convocatória da greve geral para dia 11 de Dezembro. José, estudante no Liceu Camões, afirma no discurso final da marcha “Nós, como estudantes e futuras trabalhadoras, sabemos que as propostas do governo têm como objetivo arruinar a democracia, tirar poder a quem trabalha e empobrecer toda a gente que vive do seu trabalho neste país. Esta proposta é acompanhada por um governo que não tem qualquer plano para evitar o colapso das condições físicas que permitem a existência de sociedade neste país; um governo que se recusa a acabar com os combustíveis fósseis até 2030. Nós, estudantes, dia 11 de Dezembro, temos também de estar em greve pelo nosso futuro! Isto não significa ficar em casa mas sim paralisar as nossas escolas, não só em óbvia solidariedade e apoio à convocatória da Greve para derrotar a lei do trabalho, tirada do século 19, mas também pelo fim ao fóssil até 2030.” 

Quando questionados sobre as negociações finais na COP30, Catarina Bio, porta-voz e estudante de direito afirma que “Se o documento preliminar já era completamente inadequado para atingir o objectivo de limitar o aquecimento global a 1.5°C , tal como foi definido no Acordo de Paris, a exclusão de qualquer roteiro e da menção se quer a combustíveis fósseis deixa de forma clara como os governos e empresas decidiram, em conjunto nesta conferência, atacar ativamente as pessoas, vender o futuro de todas as gerações atuais e destruir todas as condições à existência de Vida. Neste momento é ainda possível parar isto mas só se toda a sociedade lutar lado a lado, agora.”

*****

Comunicado pela Greve Climática Estudantil e Climáximo

Leave a comment