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Gaza no Atlântico

A revolução cubana pôs fim ao domínio neocolonial dos EUA, que submetia quase toda a população cubana a um sistema de servidão e a uma vida miserável. Com a revolução, nacionalizaram-se empresas estadunidenses, acabaram-se com casinos e expulsou-se a máfia ianque que fazia da ilha bordel. O “descaramento” de fazer justiça valeu a Cuba a imposição de duras sanções e repetidos ataques por parte dos EUA.

O que não impediu o povo cubano de atingir rapidamente um nível de alfabetismo, literacia e desenvolvimento humano comparável aos países mais ricos do mundo na época.

As sanções foram escaladas imediatamente após a queda da União Soviética, com o objetivo claro de acabar com o “descaramento”. A partir desse momento, as sanções eram também aplicadas a qualquer empresa ou país que quisesse efetuar trocas comerciais com Cuba, o que impedia até medicamentos de entrarem no país, revelando já nessa altura a falácia que é o direito internacional.

Resistindo desde essa época, os cubanos nunca abdicaram das conquistas sociais e humanas em prol do seu povo, nem da ajuda internacional através do lema “médicos e não bombas”, que Fidel proclamou. Na pandemia, enquanto as empresas do império vendiam vacinas a preços proibitivos para os países do Sul Global, Cuba desenvolvia vacinas para distribuir às populações desses países e os seus médicos morriam longe de casa na linha da frente do combate à pandemia. Um exemplo de solidariedade internacional e amor revolucionário.

As sanções a qualquer país do mundo têm apenas uma consequência, o sofrimento do seu povo (mais de meio milhão de mortes por ano pelas sanções terroristas estadunidenses). São já 34 anos seguidos de votações na ONU para que termine o bloqueio, sempre com os votos contra dos EUA e de Israel. Tal como o genocídio em Gaza, o bloqueio continua.

Agora assistimos a uma nova onda de escalada do cerco. Depois de invadirem a Venezuela e roubarem o seu petróleo, o imperialismo fóssil estado-unidense forçou outros países a cortarem o fornecimento de petróleo a Cuba. Isto deixa o país à beira do colapso e sem poder desenvolver uma alternativa sustentável e ecológica, um processo que também sofre com as sanções.
Para isolarem ainda mais o país diplomaticamente, os terroristas estadunidenses obrigaram médicos cubanos a saírem de países do Sul Global, penalizando as populações mais pobres dependentes dessa assistência médica.

Os EUA voltam a usar o domínio imperialista dos combustíveis fósseis para decidir quem vive e quem morre. O objetivo do cerco genocida é isolar e destruir o povo cubano, para poder dar como falhado o projeto socialista do país e afirmar o capitalismo como única via possível. Para assim enviar uma mensagem a todos os povos oprimidos do mundo: não sonhem em libertar-se das amarras do império e em resistir-lhe, porque serão esmagados. Esta é aliás a receita que tem sido aplicada aos palestinianos de Gaza desde 2006, excluindo os bombardeamentos.

A luta pela sobrevivência do povo cubano é a luta pela nossa sobrevivência contra o imperialismo fóssil, cada vez mais escancarado, que nos conduz para o colapso global se não o travarmos agora.

Como disse Che na assembleia das Nações Unidas “No se puede confiar en el imperialismo ni tantito así, nada.”

Não confiemos. Mobilizemo-nos para o derrotar com a mesma solidariedade que o povo de Cuba nos ensinou.

O imperialismo fóssil comandado pela aliança estadounidense-sionista que agora ataca o Irão e invade o Líbano, mostra-nos que eles são a maior ameaça à humanidade.

Cuba pode ser o próximo, mas o derradeiro alvo é a humanidade inteira.

Não haverá justiça, paz e bem-estar social, sem o fim do capitalismo fóssil.

Fim ao Fóssil!
Abaixo o imperialismo!
Solidariedade com o povo cubano!
Viva a solidariedade internacional!

¡Hasta la victoria siempre!

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