Ao serviço do capitalismo fóssil, o governo de Montenegro volta a declarar guerra ao povo!
Continuando a sua saga de colocar os interesses imperialistas acima dos de quem cá vive, o primeiro-ministro anunciou um orçamento recorde de 3.1% do PIB em “defesa” (leia-se “guerra”) para 2026.
Em 2025, o mesmo já tinha tido um acréscimo de 35% face a 2024. O compromisso dos membros da NATO é atingir a marca dos 5% do PIB até 2035.
O investimento em guerra é investimento em morte.
- Serve a indústria de armamento, indústria fóssil e grandes tecnológicas que fazem da matança em grande escala a alma dos seus negócios milionários.
- Coloca o pé a fundo no caminho em direção ao colapso climática e social, reforçando indústrias altamente poluentes e extrativistas, e instalando a barbárie como ordem suprema.
Mas o que são 3.1% do PIB?
Não são tostões! Em 2026, são quase 12 mil milhões de euros.
Com este valor poderíamos:
- Facilmente garantir a renovação de todo o parque habitacional do país para eficiência energética
- desenvolver e melhorar uma rede de transportes públicos movidos a energia limpa
- implementar uma transição justa de todos os trabalhadores da indústria fóssil, defesa (agora sim bem aplicado o termo) das zonas ribeirinhas sujeitas a cheias, infraestruturas resilientes a tempestades como a Kristin, limpeza de terrenos e ainda sobraria dinheiro.
Numa estimativa preliminar do relatório dos Empregos para o Clima, esta transição energética custará entre 6 e 9 mil milhões de euros por ano, aproximadamente 3% do PIB da economia portuguesa.
Montenegro não governa para as pessoas, mas para obedecer aos interesses do capitalismo fóssil.
Sempre o primeiro da linha da frente para transferir dinheiro público para enriquecer a elite capitalista em guerra contra as pessoas e o planeta, enquanto destrói todos os pilares da vida – clima, ecossistemas, saúde, educação, habitação ou qualquer outro bem comum e coletivo.
Contra a política genocida dos barões da guerra e da indústria fóssil, só o povo pode defender o povo e construir um futuro centrado no cuidado da vida.