Três apoiantes do Climáximo entregaram centenas de folhetos a utentes do metropolitano de Lisboa, dialogando sobre a violência da crise climática, os seus culpados e como podemos travar a destruição.
Hoje, 29 de Abril, três apoiantes do Climáximo, de idades entre os 24 e os 37 anos, distribuíram centenas de panfletos a alertar para a crise climática e a chamar as pessoas à ação pela defesa da vida, no metro de Lisboa, durante cerca de três horas.
Sinan Eden, porta-voz no local, diz “Estamos simplesmente a falar com as pessoas para a necessidade de agirmos imediatamente e em conjunto perante o colapso climático”. O grupo diz que enquanto celebramos as lutas do passado, estamos a normalizar que governos e empresas continuem a destruição, de forma premeditada e coordenada, levando-nos ao colapso climático. “Delegar-lhes a eles a responsabilidade de travar a crise climática, é o mesmo que esperar que um ditador ponha fim à ditadura. Têm de ser as pessoas a resistir e parar esta guerra com as suas mãos. É possível parar a destruição. Grandes mudanças são possíveis quando as pessoas as fazem acontecer.” refere ainda Sinan. O grupo recolheu vários testemunhos de apoio por entre passageiros do metro. Um professor catedrático mencionou que “a crise climática vai ser a razão de ser da próxima revolução”, e uma cantora e jornalista ligada à gestão ambiental disponibilizou-se para colaborar com o coletivo.
O Climáximo reinvindica que é necessário dizer a verdade às pessoas para que possamos tomar decisões informadas e realistas – os planos atuais do governo levam a que em 2026 tenhamos emitido o suficiente para subir acima dos 1.5°C. Todas as decisões, debates e notícias têm de ter como enquadramento principal a crise climática. Hoje é o quarto dia consecutivo que apoiantes da luta pela justiça climática realizam panfletagens ou manifestações que têm como objetivo dizerem a verdade às pessoas.



