21 de Outubro de 2024
Vila Franca de Xira, Fábrica das Palavras

Nos últimos anos, o movimento pela justiça climática tem desafiado o sector da Cultura e das Artes, em particular, no que diz respeito à sua função, funcionamento e e responsabilidade. Será claro o papel da Cultura na emergência climática? Que formas tomou esta contestação? Tem funcionado? Quais as críticas e como se responde?
Há dois anos, António Guterres numa cimeira do clima: “Estamos numa auto-estrada para o inferno climático, com o nosso pé ainda no acelerador.” No ano passado, cientistas publicaram um artigo na revista Nature em que disseram que estavam “horrorizados” porque “entrámos num território desconhecido (uncharted territory)” em que nem os cientistas conseguiam prever quão pior a situação é. Já existem mais pessoas deslocadas pela crise climática do que por todas as outras crises juntas. Neste contexto de emergência climática, para quê serve a Arte e a Cultura?
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Vamos estar na conferência anual da Acesso Cultura, na sessão “Oiçamos os grupos de activistas”. Para saber mais sobre a conferência, sobre o programa completo, e para inscrições:
https://acessocultura.org/conf2024
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Descrição da conferência
A mudança climática tornou-se numa emergência climática. Profissionais da Cultura em diferentes países unem-se, de forma organizada e estruturada, em grupos de trabalho, associações e outro tipo de iniciativas, conscientes de duas coisas essenciais: do impacto da emergência climática no próprio sector; e do papel que o sector pode ter na criação de políticas para uma acção climática transformativa.
Em Portugal, não podemos dizer que o sector cultural está mobilizado. Há vários projectos e iniciativas, mas respondem a inquietações individuais e têm um alcance local. Não existe uma consciência generalizada e partilhada, muito menos visão e exigência, em relação à emergência que estamos a enfrentar.
