Estudantes dizem que “o governo está a vender o nosso futuro à indústria fóssil”.
Esta madrugada, as escolas secundárias Luís de Camões e António Arroio, em Lisboa, foram fechadas pelos estudantes. Os estudantes exigem ao governo que se comprometa com um plano para o fim aos combustíveis fósseis até 2030. Os estudantes entregaram uma carta ao governo com esta reivindicação no ano passado. Esta carta, hoje com milhares de assinaturas de estudantes, avisava também que caso o governo não se comprometesse com o que exigem, os estudantes iam parar as suas escolas em protesto. Vários estudantes estão presos aos portões das suas escolas, enquanto estudantes que se vão juntando começam a protestar no portão principal da escola.
Os estudantes afirmam também estar solidários com os professores e funcionários, que hoje fazem greve em protesto contra o pacote laboral. José Borges, estudante do Liceu Camões, reforça que “Somos todos futuros trabalhadores que irão ser explorados num mundo em chamas. A solidariedade entre todos os membros da comunidade escolar é essencial para impedir que o governo continue condenar o futuro de todos”.
“Não tivemos outra escolha senão sermos mais firmes nos nossos protestos. Precisamos que o governo saiba que não vamos consentir em ser uma geração sem futuro, e que toda a sociedade saiba como o governo está a escolher vender o nosso futuro à indústria fóssil, e se junte a nós nesta luta pela vida de todos”, diz Ada Costa, estudante de 15 anos da António Arroio.
Vários setores da sociedade juntaram-se ao apelo, sendo que ao longo desta semana de protestos estudantis foram lançadas 5 cartas de vários setores da sociedade em apoio aos estudantes e a exigir também ao governo o fim aos combustíveis fósseis até 2030. Até hoje foram lançadas cartas de professores, profissionais de saúde, profissionais da cultura, profissionais da música e de mães. Estas cartas estão ainda a recolher assinaturas, e apelam ainda a que todos se juntem à marcha deste sábado: “O Nosso Futuro Não Está à Venda-Fim ao Fóssil 2030”, que vai partir às 15h da Praça Camões.

