Um grupo solidário com a resistência palestiniana e com o Coletivo pela Libertação da Palestina, o Climáximo e a Greve Climática Estudantil de Lisboa pintaram na fachada do edifício a frase: “Israel mata, Portugal apoia”. Denunciam o apoio do governo português e, particularmente, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a um projeto colonial que, há mais de 75 anos, tem por base a limpeza étnica do povo palestiniano.
Desde 7 de outubro de 2023, o ministro João Cravinho foi rápido a mostrar a sua solidariedade para com o regime sionista. Só no início de fevereiro, quando já mais de 25 mil pessoas palestinianas tinham sido mortas na Faixa de Gaza e quase dois milhões tornadas refugiadas, João Cravinho esboçou, finalmente, o mais parecido que ouvimos até hoje com uma crítica. Palavras, apenas, não chegam.
No dia em que João Cravinho se reune com outros ministros da União Europeia, dizemos que não aceitamos menos do que o boicote e a aplicação de sanções ao estado colonial sionista e o desinvestimento em todas as empresas cúmplices com a ocupação.
Não podemos consentir com instituições que apoiam o genocídio. Hoje tornamos impossível ignorar o papel do governo e do MNE na legitimação do apartheid e da limpeza étnica de todo um povo. Lutamos pelo fim da ocupação da Palestina e a autodeterminação do seu povo. Não assistiremos paradas ao genocídio.

