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“Não foi a Cláudia, foram empresas de combustíveis fósseis como a Galp, e o governo” – apoiantes do Climáximo acusam estes responsáveis por homicídio de casal em Fernão Ferro

Apoiantes do climáximo fazem um ato simbólico “em luto e luta”, na estrada nacional 378, abrindo uma faixa na estrada que estava cortada devido às cheias onde se lê “o governo e as empresas declararam guerra contra as pessoas e planeta”. Viriato Afonso, arborista e técnico de manutenção afirma que “hoje, duas vidas foram perdidas de forma violenta. Existem pessoas responsáveis pela violência a que assitimos em todo o mundo. Nesta semana em que assistimos a ultra-ricos a chegar de jato privado a Portugal para a Web Summit e ao governo a vender as nossas vidas na COP30, duas pessoas morreram pelas mãos das empresas e governos.” Em referência à intervenção da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que se referiu às alterações climáticas como uma questão de “segurança nacional” e “uma guerra”, Mariana Rodrigues, porta-voz da ação afirma que “a crise climática é realmente uma guerra. As pessoas estão a ser atacadas. Como em todas as guerras, existe um agressor ativo. Nesta, o agressor são os governos e as empresas, em particular a Galp e a ministra. O sangue do casal idoso morto pelas águas está nas suas mãos”.
 
Em comunicado o colectivo relembra que “em portugal e no mundo inteiro estamos a ser afogados por eles”. No final do mês de outubro de 2025 no Vietname, 128 mil casas foram inundadas. Recentemente, 1 milhão de pessoas tiveram de fugir das suas próprias casas devido à crise climática só nas Filipinas. As mortes são constantes e estão num crescendo. A crise climática está aqui e agora. As vítimas não são as gerações mais novas ou do futuro, são todas as pessoas que estão vivas hoje. Precisamos de casas resilientes à crise climática e de lutar pelo fim dos combustíveis fósseis. É um direito fundamental e existencial ter uma casa onde viver num planeta habitável” relembram.
 
 
O colectivo convoca toda a sociedade, em conjunto com uma dezena de organizações do clima, ambiente e habitação, para a marcha “O nosso futuro não está à venda”, no Largo de Camões no próximo sábado dia 22 às 15h, onde vão marchar até à Assembleia.

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