Os cartazes publicitários na baixa lisboeta foram substituídos por apoiantes do Climáximo, numa ação no âmbito da Semana de Ações Internacionais contra a publicidade, o patrocínio e o greenwashing das companhias aéreas.
A ação visou denunciar a indústria fóssil como uma de colapso, e o novo aeroporto como um projeto de morte.
Hoje Lisboa acordou, com uma dezena de cartazes dos espaços publicitários das paragens de autocarro do Cais do Sodré e da Praça da Figueira substituídos por cartazes onde se lê: “Espaço público livre de combustíveis fósseis”, “Mais aeroportos: viagens com destino ao colapso climático”, “Novo destino: voo direto para o caos climático” e “Fim à publicidade de combustíveis fósseis”.
As apoiantes do Climáximo reinvidicam parar imediatamente todos os voos desnecessários, em particular Lisboa – Porto; parar toda a publicidade e patrocínios que legitimizam o mercado fóssil em todos os espaços públicos; uma redução drástica da indústria da aviação; e o cancelamento do novo aeroporto, por ser um projeto, como qualquer projeto que aumente emissões, de morte e de colapso climático.
O Climáximo foi um dos mais de 30 grupos Europeus que participam nesta semana de ação internacional da campanha Stay Grounded e Badvertising contra “a publicidade, o patrocínio e o greenwashing das companhias aéreas” e pelo decrescimento imediato da indústria da aviação.
Leonor Canadas, porta-voz do Climáximo declara que “o governo e as empresas de Portugal e de todo o mundo continuam a lucrar da crise climática, a planear novos projetos para nos matar, e a tentar enganar as pessoas com o greenwashing aos seus produtos.
Fazem isto apesar de saberem que os seus atos estão a condenar milhões de pessoas à morte e miséria todos os anos.
Enquanto eles saem impunes pelos seus crimes contra a humanidade, quem luta pela vida e resiste pacificamente contra a destruição de tudo o que importa vai, nas vésperas do 25 de Abril, ser julgada e possivelmente condenada a 1 ano de prisão.”
Nos dias 22, 23 e 24 de Abril o Climáximo vai organizar as “Assembleias de Abril”, no Campus da Justiça, em Lisboa, em solidariedade com as 11 apoiantes do Climáximo que irão ser julgadas, mas também a discutir como continuar a resistir pela vida, liberdade e democracia que os governos e as empresas estão a atacar.



