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Protesto na REN: “Nacionalização da REN já!”

Hoje apoiantes do climáximo foram à REN denunciar a cumplicidade desta empresa nas mais recentes tempestades que afetaram Portugal, Espanha e Marrocos, apontando a incompatibilidade entre uma gestão privada do sector energético e um clima estável que permita a vida.

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O recente comboio de tempestades que atingiu Portugal, Espanha e Marrocos foi agravado em cerca de 11% devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa, segundo a World Weather Attribution. Na mesma semana em que a seguradora Fidelidade anunciou que as tempestades afetaram 60% das empresas dos concelhos da zona centro – como Marinha Grande , Leiria, Pombal, Ourém, Ferreira do Zêzere – há ainda 504 pessoas sem casa, a Galp e Mota-Engil apresentam lucros recorde, e os lucros da REN cresceram para os 159,8 milhões de euros. Apoiantes do climáximo foram à sede da REN, hoje em Lisboa, denunciar este crime.

“É um jogo viciado, onde as pessoas comuns perdem sempre com o aumento do custo de vida que tem vindo a alimentar lucros históricos ano após ano. A REN sabe que ao continuar a expandir a rede de gás, passaremos a ter tempestades piores que estas todos os invernos. Ao invés de parar os gasodutos e reconverter a rede elétrica em Portugal para funcionar à base de fontes de energia renováveis – o que seria possível executar-se em pouco tempo e que permitiria descentralização energética e resiliência em momentos de tempestades – decide colocar o lucro acima da manutenção da Vida.”, diz Hugo Paz, 31 anos, porta-voz do protesto de hoje frente à sede da empresa.

Também a agricultura foi amplamente afetada, com agricultores a fazer contas à vida e a tentar salvar o possível, com as sementeiras que foram arrasadas e os animais mortos. Entre um interior rural abandonado entregue a monoculturas de eucalipto, pinhal e megas centrais de painéis solares, e um clima cada vez mais imprevisível, temos a nossa segurança afectada por Portugal ser um dos países mais vulneráveis a secas prolongadas, incêndios florestais, erosão costeira e cheias repentinas, segundo Agência Europeia do Ambiente. “Por todas estas razões, por todos os ataques contra tudo aquilo que mais amamos, estudantes, trabalhadores e reformados precisam de se unir em assembleia popular para lutar pela existência de um futuro e por um presente de entre-ajuda”, termina o coletivo, apelando à participação de dia 9 de março, que terá lugar no Palácio de Belém às 18h30.

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