O Climáximo está em solidariedade com os oito ativistas- muitos deles jovens e estudantes – pela justiça climática condenados na última sexta-feira, 10 de Abril, a um ano de prisão efetiva por protestarem pacificamente o mega-projeto EACOP, um oleoduto de cerca de 1400 km que transportará petróleo do Uganda à Tanzania.
Em causa, está o envolvimento dos ativistas climáticos numa ação não-violenta organizada em 2025, em que denunciavam o envolvimento do Banco Stanbic, uma divisão do banco sul-africano Standard Bank, no EACOP. Este mega-projeto ameaça ecossistemas, agrava a crise climática e representa riscos significativos para milhões de pessoas, pondo em risco fontes de água e meios de subsistência. O EACOP já levou ao deslocamento e despejo de comunidades das suas terras e corre o risco de condenar a região a uma dependência a longo prazo dos combustíveis fósseis, no momento em que todos os projetos existentes de exploração de combustíveis fósseis devem ser abandonados para travar a crise climática. A África Oriental é uma região particularmente afetada pelas consequências das alterações climáticas, apesar de não ter contribuído significativamente para o aquecimento global.
Os doze ativistas foram detidos no dia 1 de Agosto de 2025 após a ação pacífica, tendo quatro dos ativistas sido ilibados e os restantes ficado detidos até ao julgamento de ontem.
Em vez de reconhecer a destruição do projeto EACOP da região e do planeta, o sistema judicial e político do Uganda escolheu condenar os ativistas que lutam em defesa da vida. Declarados culpados por perturbação da ordem pública, os ativistas foram condenados a um ano de prisão efetiva, apesar de já terem passado os últimos nove meses atrás das grades.
O Movimento por Justiça do Extinction Rebellion no Uganda reitera que protestar é um direito e não um crime, sendo este caso representativo de um sistema que protege o poder instalado e penaliza a resistência.
Eles exigem:
• Uma revisão justa desta condenação
• Respeito pelo direito de protesto
• Fim da criminalização dos defensores do clima
• O Stanbic Bank deve cortar laços com a EACOP
O Climáximo apoia estas reivindicações e mantém a sua solidariedade com os que resistem a este sistema de morte e que lutam por um presente e futuro de bem-estar e justiça para todas as pessoas.

