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“Thales manchada de sangue” – apoiantes do Climáximo pintam fachada da Thales”

Apoiantes do Climaximo atiraram tinta vermelha à fachada da Thales, numa ação de protesto contra a crescente militarização da sociedade, e como alerta da urgência de parar o imperialismo fóssil.

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Na manhã de hoje, apoiantes do climáximo mancharam com tinta vermelha a fachada da Thales em Paço de Arcos, deixando escrita a palavra “Genocida”. A Thales é a 4ª maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa, produzindo mísseis, carros de combate, drones e outros equipamentos e tecnologias usadas para vigilância e aniquilação de alvos. Tem sido um alvo regular de protestos internacionais, pela sua parceria com a empresa israelita Elbit Systems, uma das principais produtoras de armas usadas no genocício em Gaza.
 
Filipe Antunes, estudante de biologia da FCUL, afirma que: “A Thales​​​ lucra diretamente com a morte de milhares de pessoas. É parte integral de um modelo que promove a matança de pessoas inocentes por todo o mundo e que é indissociável dos combustíveis fósseis. Estes são um multiplicador da capacidade bélica, sendo a guerra moderna dependente e só possível devido aos combustíveis fósseis. São também o objeto principal dos conflitos militares e ataques aos povos e às terras. Assistimos à escalada das agressões imperialistas para poder extrair, controlar e produzir mais combustíveis fósseis, acelerando a humanidade em direção ao colpaso climático e social. Para além disto, a Thales é central nos esforços de militarização das fronteiras europeias que fazem das pessoas migrantes alvos de ataque, repressão e desumanização. É, portanto, um pilar na expansão da extrema-direita internacional e no progresso do imperalismo e de políticas bélicas, genocídas e fascistas.”
 
O colectivo por justiça climática denuncia a fatia considerável de emissões do complexo industrial militar tal como os milhões gastos em armamento e combustíveis fósseis, afirmando que este financiamento deveria antes ser investido na criação de um “Serviço Nacional do Clima”, para gerir a transição energética e em empregos no setor dos cuidados, serviços de apoio social e garantir saúde, educação e alimentação.
 

“Vivemos na derradeira guerra da Humanidade: se não desmantelarmos os combustíveis fósseis, não só não vamos conseguir travar os conflitos atuais como estes se vão multiplicar e escalar em guerras por acesso a comida e água. O sistema atual é um sistema de guerra que está a exterminar todas as condições para a existência de vida. Não aceitamos nem vamos ficar imóveis, só a ação popular pode defender a vida da humanidade inteira” explica Daniela Subtil, 35 anos e formada em relações internacionais e alterações climáticas.

O Climáximo convoca todas as pessoas que “querem lutar pela existência de um futuro em que queiramos viver, e por um presente justo e digno” a juntar-se no dia 15 de Maio, às 18:30, em frente à sede do Governo numa concentração pacífica com música e assembleia popular, que irá fechar a “Semana de luta pelo Futuro”.

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