Nos dias 11 e 12 de maio, mais de 100 pessoas se juntaram no Liceu Camões por um modelo energético público, comunitário e sem fósseis.
Num total de doze sessões, discutimos o atual modelo energético e a sua ligação com a emergência climática, os modelos energéticos alternativos (comunitários, públicos, cooperativos), e as ligações do setor energético com outras áreas sociais (como mobilidade e habitação).
Para além de participarmos nas discussões e estarmos presentes, contribuímos duma forma mais direta em duas sessões: “Decrescimento e suficiência energética – quais os caminhos para uma sociedade com muito menor dependência energética?” e “Por uma energia pública e comunitária”.
Em ambas as sessões, trouxemos ao debate o estado de guerra climática em que já estamos: se nos últimos nove meses fizemos 46 ações e tivemos entre 80 e 120 detenções, isto foi porque a democracia energética não é só uma opinião que estamos a defender, é uma visão que precisamos de alcançar urgentemente.
Estivemos também a preparar e servir os almoços, para angariar fundos para as multas e os custos judiciais dessas dezenas de ações.
No fim das Jornadas, houve um plenário para discutir os próximos passos a partir de agora, com a perspetiva de criação duma rede pela democracia energética. Mais informações, aqui.
Do nosso lado, vamos continuar a construir um movimento pela justiça climática, ancorada na mudança sistémica e nos prazos climáticos. Esta semana,
no dia 15 de maio, quarta-feira, às 18h30, vamos ter as Leituras em Emergência Climática, Leituras pela Justiça Climática | Capitalismo Fóssil. (inscrições aqui)
no dia 16 de maio, sexta-feira, a partir das 19h00, vamos ter uma mostra do ini documentário “Esperançar: O agir democrático atemporal!” na Sirigaita.
Próxima semana,
vamos à Liquidation Total, uma ação direta internacional em Paris contra a empresa petrolífera Total, e
vamos ter mais uma apresentação Em Estado de Guerra: O Que Fazer no dia 25 de maio, sábado, às 15h00, no BOTA em Anjos.




