Ativistas do movimento ambientalista Climáximo ocuparam durante mais de 3 horas faixas de rodagem num dos sentidos na avenida Gago Coutinho, em Lisboa, desde as 09:00 desta sexta-feira, condicionando o trânsito, exceto na faixa de transportes públicos.
Quinze ativistas seguraram três grandes faixas, ocupando a avenida no sentido Aeroporto-Areeiro, próximo do aeroporto de Lisboa.
Segundo o Climáximo, a marcha visou “parar a banalização da violência e mortes associadas à crise climáticae apelar a que a sociedade pare de consentir com a destruição da vida e resista lado a lado, garantindo medidas essenciais à sobrevivência, como o fim de novos projetos que aumentem emissões, de investimentos públicos em combustíveis fósseis e a garantia de que sejam os mais ricos a pagar a transição necessária”, como se lia nas faixas empunhadas pelos manifestantes.

LUSA/FILIPE AMORIM
Este é o sexto protesto da organização, em Lisboa, desde o dia 26 de abril.
A porta-voz da ação acrescenta que “estamos no ano mais quente e com mais emissões desde que há registo. Os governos e as empresas sabem que estão a condenar milhares de pessoas à morte e demonstram que não vão parar, como demonstram os planos do governo de construir um novo aeroporto, ou o interesse da Galp em explorar petróleo na Namíbia. Tem de ser a sociedade a parar a destruição e implementar o plano de desarmamento e de paz necessários para assegurar a vida de todas as pessoas, pondo a vida em cima do lucro.”.
Nos dias antes do 25 de Abril, onze apoiantes do Climáximo foram a tribunal por bloquearam o trânsito para que a sociedade resista contra “a guerra declarada pelos governos e as empresas contra a sociedade e o planeta”. Durante o julgamento, dezenas de pessoas decidiram continuar a lutar contra a crise climática, decidindo em conjunto medidas do plano de desarmamento para esta ação, por acreditarem que o risco não fazer nada é muito maior do que as consequência de agir, quer para as suas vidas, quer para a de milhões de outras pessoas.






O Climáximo apela a toda a sociedade que deixe de consentir com a destruição e que não se sinta tentada a delegar em outros a resolução da crise climática, em particular em governos e empresas, que já demonstraram em todos os momentos a sua decisão de levar a Humanidade ao colapso.
